Solturas de animais reabilitados pelos COPs SP e RJ

A equipe do COP RJ foi responsável pela liberação de quatro aves: uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia), um carcará (Caracara plancus), um gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus) e um gavião-carrapateiro (Milvago chimachima, foto). Desde que começou a tratar animais para reabilitação, em 2017, o COP RJ recebeu um asa-de-telha, em novembro de 2018 – que foi a óbito – e nenhum carrapateiro antes desse foi solto.

A coruja-buraqueira (foto) foi levada pela Secretaria de Meio Ambiente de Macaé até o COP RJ. Estava alerta e ativa, mas com alguns problemas, entre eles o olho direito inchado. Três dias após o ingresso e cuidados adequados, o olho já havia desinchado e sua melhora, inclusive na habilidade de voo, já estava comprovada. Já o carcará foi encontrado também em Macaé, com suspeita de fratura, constatada na tíbia com o exame radiológico realizado em parceria com a CVI. Depois de dois meses, a fratura já havia consolidado.

Já no COP SP, passaram pela reabilitação um atobá (Sula leucogaster), um gaviã0-caboclo (Heterospizias meridionalis), um gavião asa-de-telha (Parabuteo unicinctus), um falcão-de-coleira (Falco femoralis), um carcará (Caracara plancus) e três quiris-quiris (Falco sparverius). Desses casos, ganham destaque o atobá e o gavião-cabloco. O primeiro, uma fêmea, foi transferido do Aquário de Santos para o COP SP. Os principais problemas eram a pododermatite nas duas patas e a ausência das penas primárias nas asas direita e esquerda, além das da cauda estarem quebradas. Durante a reabilitação, ganhou peso, as penas cresceram e a pododer-matite foi curada. Também passou por lavado para remover gordura e sua permanência na piscina foi incentivada para que pudesse organizar as penas. Sua soltura ocorreu no dia 9 de janeiro.

Já o gavião-cabloco ingressou para reabilitação no dia 3 de dezembro, levado pela GCM de São Vicente. Estava quieto, prostrado, não apresentando ameaça e nem conseguindo voar. Estava no estado juvenil, com anemia e caquético (apenas 585 gramas, quando o parâmetro, nessa fase, é 800 gramas). No período em que recebeu cuidados, engordou e a anemia foi revertida. Sua soltura ocorreu no dia 20, com a ave pesando 1,18 kg.