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COP Aiuká RJ reabilita e solta suas primeiras aves

05/12/17

Em novembro, a equipe do Centro Operacional Aiuká no Rio de Janeiro registrou as primeiras solturas desde setembro, mês que começou o trabalho de reabilitação de animais selvagens. Cinco pacientes foram liberados, quatro deles destinados pelo Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE), demonstrando que essa iniciativa contribui para resultados positivos por parte das empresas que atendem essa exigência do IBAMA. O PMAVE é utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrência de avifauna na área da plataforma e região de entorno.

Todos os animais liberados eram pertencentes ao grupo de aves: uma garça-vaqueira (Bubulcus ibis), um bobo-pequeno (Puffinus puffinus), dois tizius (Volatina jacarina) e um tuju (Lurocalis semitorquatus). Os tizius, o bobo-pequeno e a garça foram soltos no mesmo dia, em 11 de novembro, em Rio das Ostras, enquanto o tuju foi liberado em 15 de novembro, em Macaé.

A garça-vaqueira e o bobo-pequeno ganham destaque porque a primeira é uma espécie de ave muito sensível e, assim, são poucos os casos que registram sucesso em sua reabilitação.

Já o bobo-pequeno foi o primeiro paciente da história do COP Aiuká recuperado após as autorizações necessárias para o início do trabalho de reabilitação.

Saiba mais sobre a história de cada um deles:

02 17 - Puffinus (17)_previewO bobo-pequeno: Essa ave foi admitida para reabilitação em 21 de outubro depois de ter sido resgatado na Praia de Costa Azul, em Rio das Ostras. Estava magro, com anemia e hipotérmico, embora alerta. Os primeiros cuidados incluíram hidratação e alimentação por sonda. Logo, passou a se alimentar voluntariamente e, depois de 25 dias em reabilitação, foi liberado.

 

07 17 - Garça vaqueira (2)A garça-vaqueira: Ela foi avistada por um técnico de plataforma marítima de empresa que atende o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e encaminhada ao COP Aiuká RJ para reabilitação. Os primeiros exames atestaram que estava magra, pouco ativa e desidratada. A melhora do seu quadro clínico ocorreu durante a reabilitação e sua soltura foi realizada pouco mais de 10 dez dias depois de seu ingresso.

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Duas aves voltam para seu habitat

30/10/2017

Garça-moura pousa depois da soltura
Garça-moura pousa depois da soltura

Neste mês, uma garça-moura e um guará-vermelho voltaram para seu habitat depois de receberem cuidados da equipe da Aiuká. Conheça a história de cada um deles:

A garça-moura – Resgatada no dia 9 de outubro pela equipe da Aiuká na sede da administração do Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, a garça-moura (Ardea cocoi) foi encontrada por uma moradora do bairro Japuí na margem de um canal. Os primeiros cuidados no Centro Operacional Aiuká (COP Aiuká SP) consistiram em hidratação e vermifugação e os exames clínicos não indicaram nenhuma anormalidade. Logo nos primeiros dias, ela passou a se alimentar voluntariamente com pequenos peixes no recinto especialmente preparado para ela, reproduzindo seu ambiente natural. Dez dias depois do seu resgate, foi liberada no Parque Municipal Ézio Dall’Aqua, em Praia Grande, área de proteção ambiental.

O guará-vermelho (Eudocimus ruber) – A ave foi encontrada pela equipe do Instituto Biopesca em Mongaguá e também resgatada pela Aiuká. Assim como a garça-moura, ela apresentou boas condições clínicas e foi mantida em reabilitação durante pouco tempo, período em que ganhou peso. Tratava-se provavelmente de uma fêmea, constatação possível em função do seu tamanho. Os machos dessa espécie são 10% a 15% maiores do que as fêmeas e a que esteve em reabilitação no COP Aiuká estava pesando cerca de 550 gramas, média apresentada pelo gênero. Ela foi liberada no dia 19 de outubro, junto com a garça-moura.

Estudos indicam que o guará-vermelho apresenta essa cor em suas penas em função de sua alimentação, que consiste em caranguejos de água doce, além de outras pequenas presas. O vermelho das penas do guará se deve a um pigmento chamado cataxantina, um derivado do caroteno, responsável pela cor das cascas dos caranguejos e evidenciada quando são cozidos.

A caixa de transporte é aberta...

A caixa de transporte é aberta…            

O guará caminha e avista alguma coisa interessante...

O guará caminha e avista alguma coisa interessante…

...e chega em área de mangue onde encontrará bastante alimento
…e chega em área de mangue onde encontrará bastante alimento

    

 

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Ecowarriors visitam COP Aiuká SP

Crianças assistem palestra ministrada pela bióloga Carolina Galvão, do setor de Projetos
Crianças assistem palestra ministrada pela bióloga Carolina Galvão, do setor de Projetos

Na última terça-feira (26), 19 estudantes do St. Paul’s School visitaram o COP Aiuká SP para conhecer as instalações e as atividades da organização. Esses alunos são os representantes ecológicos de suas classes e são conhecidos na escola por ecowarriors. Entre suas funções, está a de sensibilizar os demais alunos, funcionários e professores para a importância da conservação ambiental.

Os alunos, com idade entre 7 e 12 anos, foram eleitos para o “cargo” pelos seus colegas, depois de se candidatarem à função e explicarem o motivo dos seu interesse. No COP, assistiram a palestra “Óleo e animais não se misturam”, a fim de entender o impacto de derramamentos de óleo na fauna marinha e como esses animais são reabilitados no caso de incidentes. Também receberam explicações sobre a biologia de saruês e pinguins; no dia da visita técnica, animais dessa espécie estavam em reabilitação na Aiuká. A proposta é que apresentem um relato de sua experiência aos demais alunos da escola, que já há dois anos mantém uma campanha com diferentes iniciativas – entre elas, a da atuação dos ecowarriors – voltadas a questões ecológicas, como reciclagem de lixo e consumo consciente.

A St. Paul’s School é sediada na cidade de São Paulo e é a primeira escola na América do Sul reconhecida pelo governo do Reino Unido como uma escola britânica.

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Débora da Silva Santos, do setor de Operações, apresenta um saruê para os alunos
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Conhecer as instalações da Aiuká também foi uma atividade que fez parte da visita
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Aiuká e GCM de Praia Grande renovam parceria

01/09/2017

Hoje, a Aiuká e a Secretaria de Assuntos de Segurança Pública do Município de Praia Grande renovaram parceria que tem como principal objetivo o intercâmbio de atividades entre as duas instituições. O evento ocorreu durante visita técnica do secretário municipal de Segurança Pública, José Américo Franco Peixoto, ao Centro Operacional da Aiuká em Praia Grande (COP Aiuká SP).

Da esquerda para a direita:Marcio de Souza Santos, comandante da Guarda Civil Municipal de Praia Grande; inspetor Fabio Marques, da GCM; Valeria Ruoppolo, diretora da Aiuká; José Américo Franco Peixoto, secretário municipal de Segurança Pública, e Gelza Soares, gerente de Infraestrutura da Aiuká
Da esquerda para a direita: Marcio de Souza Santos, comandante da Guarda Civil Municipal de Praia Grande; inspetor Fabio Marques, da GCM; Valeria Ruoppolo, diretora da Aiuká; José Américo Franco Peixoto, secretário municipal de Segurança Pública, e Gelza Soares, gerente de Infraestrutura da Aiuká

A diretora de Projetos da Aiuká,  Valeria Ruoppolo, apresentou as instalações do COP, a única da América do Sul preparada especificamente para emergências envolvendo fauna oleada que atinjam mais de 200 animais.

A parceria com a Secretaria consiste principalmente na capacitação de profissionais da Guarda Civil Municipal de Praia Grande e no apoio ao recebimento de animais silvestres para reabilitação, trabalho que se relaciona à responsabilidade socioambiental da Aiuká. “Essas atividades conjuntas são extremamente relevantes porque são únicas e merecem destaque porque são realizadas em nosso município”, comentou o secretário.

Além do secretário, estiveram presentes Antonio Carlos Biazotto Filho, subsecretário de Segurança; Marco Alves dos Santos, ouvidor municipal; Marcio de Souza Santos, comandante da Guarda Civil Municipal de Praia Grande (GCM), e o inspetor Fábio Marques, do Grupamento Ambiental da GCM.