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Pacientes: Atobá é solto em São Vicente/SP

AtobáUm atobá-marrom (Sula leucogaster), em reabilitação na Aiuká desde janeiro , foi solto em 17 de junho de 2016 na praia de Paranapuã, em São Vicente (SP). A operação foi realizada com o apoio da Guarda Municipal de Praia Grande, responsável pelo resgate do animal.

A ave chegou com uma fratura na asa direita, consolidada com bandagem elástica. Devido ao período de reabilitação, a plumagem da cauda sofreu uma lesão e foi recuperada com um implante de penas (impimg). Esse procedimento consiste na substituição das penas danificadas por outras em boas condições, recolhidas de aves da mesma espécie que tenham vindo a óbito, e diminui o tempo de permanência em cativeiro.

A reabilitação do atobá integra as ações de responsabilidade social da Aiuká, iniciativa que tem a parceria da Guarda Municipal de Praia Grande.

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Pacientes: O Mandrião

2015_mandriaoEncontrado por um morador de Praia Grande, o mandrião-parasítico (Stercorarius parasiticus) foi transportado para a Aiuká em uma moto, acondicionado em uma caixa de papelão. Essa espécie de ave marinha é migrante do Hemisfério Norte e viaja durante o inverno para as costas dos oceanos Pacífico e Atlântico. Uma hipótese é que ele tenha enfrentado alguma tempestade, esforço que o deixou debilitado e, dessa forma, foi trazido pelas correntes para o litoral de Praia Grande. Embora ocorra no Brasil, essa ave não é avistada comumente na costa do país. Depois de receber os cuidados veterinários adequados, a ave foi solta quase um mês depois da sua chegada, na praia do Canto do Forte, em Praia Grande, com o apoio da Guarda Civil Municipal. Ela foi avistada novamente em Itapoa (SC) em dezembro de 2015, quando foi reconhecida pelo número da anilha que recebeu na Aiuká.

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Pacientes: O Jacaré e o Saruê

2015_jacareEm 8 de outubro de 2015, a Aiuká recebeu um chamado inusitado da Polícia Militar Ambiental: um jacaré-do-papo-amarelo  (Caiman latirostris) havia caído dentro de um tanque de contenção localizado no Porto de Santos, empreendimento próximo à área de manguezal, habitada também por essa espécie. O animal, de 1,20m e 2,7 kg, foi recebido com o corpo coberto por óleo, mas sem lesões. Depois de um bom banho e de exames que indica-ram condições clínicas ideais, foi solto no dia seguinte, em área de preservação do Parque Estadual da Serra do Mar. 

2015_sarueOutro animal com óleo tratado pela equipe da Aiuká foi um saruê (Didelphis aurita) fêmea, uma espécie de gambá comum na Mata Atlântica. Ela também havia caído dentro de um tanque, como o jacaré. Só que, no seu caso, tratava-se de um que armazenava óleo de cozinha. A saruê foi liberada no dia seguinte, também depois de tomar banho e em boas condições de saúde.
Os registros de um mamífero e de um réptil oleados não são comuns, ao contrário do que ocorre com aves aquáticas.

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Pacientes: O Quero-quero

2015_quero-queroA sobrevivência de um filhote de quero-quero (Vanellus chilensis) foi um dos desafios enfrentados pela equipe da Aiuká em setembro de 2015, mês em que a ave, com apenas 40 gramas, chegou à empresa com uma lesão no dorso, causada por um cortador de grama. A situação dele pedia mais cuidados não só em função do ferimento, mas também porque, durante seu resgate, a mãe não foi encontrada e, assim, a sua chance de sobreviver não era grande. Afinal, na fase em que estava, ainda estava sendo protegido por ela.

Embora os receios tivessem fundamento, o quero-quero reagiu muito bem ao tratamento, que incluiu a construção de um recinto semelhante ao seu ambiente. Ali, ele esteve acompanhado de um espanador, de um espelho e de uma garça de pelúcia – substitutos de um par da mesma espécie – e ainda de um laguinho artificial, onde aprendeu a se alimentar sozinho. Ele foi solto quase dois meses e meio depois, devidamente anilhado – procedimento voltado ao estudo da espécie – e já com peso de um indivíduo juvenil: 186 gramas.