Aiuká participa de conferência internacional sobre derramamento de óleo

Da esq. para a dir.: Valeria Ruoppolo (Aiuká), Ian Robinson (vice-diretor do International Fund for Animal Welfare (IFAW) entre 2003 e 2016; Ed Levine (NOAA) e Willian Gala (Chevron), durante o último painel do Congresso, que discutiu desafios e perspectivas da área.
Da esq. para a dir.: Valeria Ruoppolo (Aiuká), Ian Robinson (vice-diretor do International Fund for Animal Welfare (IFAW) entre 2003 e 2016; Ed Levine (NOAA) e Willian Gala (Chevron), durante o último painel do Congresso, que discutiu desafios e perspectivas da área.

A Aiuká esteve presente na 13ª edição da International Effects of Oil on Wildlife Conference, o principal evento global que reúne especialistas de todo o mundo para discutir as principais atualizações na área de conhecimento relacionada aos impactos de derramamentos de óleo em espécies selvagens. A conferência foi realizada entre os dias 7 e 11 de maio em Baltimore (EUA) e foi promovida pelas organizações Tri-State Bird Rescue & Research e Oiled Wildlife Care Network.

A médica veterinária Valeria Ruoppolo, diretora de Projetos, a oceanóloga Viviane Barquete e a bióloga Camila Mayumi, especialistas em resposta à emergência de fauna, apresentaram palestras e pôsteres científicos sobre as atividades realizadas pela Aiuká, bem como sobre os principais projetos desenvolvidos pela organização. Entre eles, o  e Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) o Mapeamento Ambiental para Resposta à Emergência no Mar (MAREM).

O PMAVE é uma das exigências do IBAMA para o licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás natural, utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrências de fauna silvestre ou doméstica na área da plataforma ou unidade marítima e região de entorno; a Aiuká, pioneira neste serviço no Brasil, presta consultoria especializada para as empresas interessadas em sua implantação.

Já o MAREM é um banco de dados georreferenciado que permite a análise detalhada de região eventualmente afetada por um derramamento de óleo no Brasil. O MAREM integra o Plano Nacional de Ação de Emergência para Fauna Impactada por Óleo (PAE-Fauna), resultante de parceria entre o IBAMA e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). A Aiuká elaborou um dos pilares do MAREM, o Projeto de Proteção à Fauna, ao lado da Witt ׀ O’Brien’s do Brasil.

 

Biguá se recupera e volta para natureza

01/05/2018

DSC_7924 (2)Um biguá (Nannopterum brasilianus) voltou à natureza depois de resgatado em um canal em Praia Grande (SP) e reabilitado pela equipe do Centro Operacional Aiuká SP (COP Aiuká SP). A ave, na fase juvenil, estava abaixo do peso para os padrões da espécie, com apenas 750 gramas.

Os primeiros cuidados incluíram hidratação e aquecimento, já que o biguá estava encharcado. Ao contrário de outras aves aquáticas, essa espécie não apresenta a glândula uropigiana. Localizada na região caudal, essa glândula secreta uma substância gordurosa, espalhada pelo restante do corpo com o bico da própria ave, impermeabilizando as penas e auxiliando na termorregulação. Essa adaptação impede o encharcamento das penas em aves aquáticas e ajuda a entender o porquê das aves não se molharem, mesmo que fiquem desprotegidas durante uma chuva. Como o biguá não possui esse órgão, abre as asas para se aquecer e secar-se.

Durante os primeiros dias de cuidados, a ave foi hidratada e alimentada com uma papa especial. Passado esse período, passou a se alimentar voluntariamente com pequenos peixes. Sua soltura ocorreu no último dia 24, depois de recuperado e anilhado. O anilhamento é um procedimento adotado para estudos de conservação das espécies animais.

Garça reabilitada é liberada

27/04/2018

DSC00749Uma garça-vaqueira (Bubulcus ibis) foi liberada no final de março depois de ter sido resgatada e levada para reabilitação no Centro Operacional Aiuká RJ (COP Aiuká RJ). Ela estava um pouco magra para os padrões da espécie e desidratada, mas suas condições clínicas gerais eram boas. Depois de três dias de cuidados, foi liberada em área natural localizada Rio das Ostras, município que sedia o COP Aiuká RJ. Logo após a soltura, ela preferiu checar o local, aproveitando para se alimentar. Veja no vídeo!
https://youtu.be/dg_KtVtceZk.

Gavião volta à natureza no Rio de Janeiro

O sovi pousa em árvore logo depois da soltura
O sovi pousa em árvore logo depois da soltura

Uma espécie de gavião (Ictinia plumbea), também conhecido como sovi, voltou ao ambiente natural depois de ser reabilitado pela equipe do Centro Operacional Aiuká do Rio de Janeiro (COP Aiuká RJ). A ave foi liberada no fim de janeiro em área de conservação ambiental em Rio das Ostras (RJ), município que sedia o COP RJ.

O gavião, ainda na fase juvenil, chegou ao Centro magro, com apenas 264 gramas, e desidratado. Foi encontrado em uma via pública, no bairro Mar do Norte, e resgatado pela Guarda Ambiental de Rio das Ostras, órgão parceiro da organização. Depois de pouco mais de um mês em reabilitação e do anilhamento, ele foi liberado.

Essa espécie é comum no Brasil e está presente em todas as regiões brasileiras. Habita diferentes sistemas, entre eles bordas de florestas e também áreas urbanas arborizadas. Alimenta-se de insetos como formigas e cupins, que pega com as garras e come ainda em pleno voo, mas também captura pequenas presas na copa das árvores e pequenos lagartos e cobras no chão.

Parceria com CVI beneficia animais em reabilitação na Aiuká

Uma nova parceria está beneficiando os animais em reabilitação no Centro Operacional Aiuká em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro (COP Aiuká RJ). Estabelecida em dezembro último, a associação com o Centro Veterinário Integrado de Rio das Ostras (CVI) favorecerá os casos dos pacientes que apresentarem necessidade de radiografias computadorizadas.

Esse foi o caso de duas aves que ingressaram para reabilitação em dezembro. A primeira, um murucutu-da-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana, uma espécie de coruja), passou pelo exame radiográfico e a imagem mostrou que a ave tem artrite na asa direita, problema que, além de causar dor, limita o movimento. Já a segunda ave, um carcará (Caracara planctus), apresenta duas fraturas, também diagnosticadas graças à radiografia realizada. As duas aves estão em tratamento no COP Aiuká RJ.

O CVI existe desde 2011 e presta serviços especializados em radiologia digital, tomografia computadorizada, ultrassonografia, neurologia, ortopedia, cardiologia, oncologia e dermatologia. Já foram realizados cerca de 15 mil exames radiográficos em diferentes espécies animais e a CVI é a única clínica na região que presta todos esses serviços. A  clínica mantém outra unidade em Nova Friburgo e conta com equipamentos móveis de radiologia e ultrassonografia. “A parceria com a Aiuká é uma grande oportunidade para nós, veterinários, adquirirmos mais conhecimento de diferentes espécies animais, além de proporcionar reconhecimento do nosso trabalho”, comenta a médica veterinária Priscilla Cerceau, proprietária do CVI.

Aberta vaga para biólogo

19/01/2018

A Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais está com uma vaga aberta para biólogos interessados o cargo de auxiliar de Operações de Resposta à Fauna Pleno. O contratado trabalhará no Centro Operacional Aiuká em Rio da Ostras (COP Aiuká RJ) e atuará na resposta de emergências da Aiuká, executando trabalho de campo para resgate de animais, além de aplicar treinamentos on shore e off shore e desenvolver atividades com manejo, alimentação e limpeza dos recintos dos animais em reabilitação de acordo com coordenação e orientação de veterinários e técnicos.

Os requisitos são os seguintes:

  • Superior em Biologia completo
  • CRBIO ativo
  • Experiência com manejo de animais silvestres;
  • Morar em Rio das Ostras (RJ) ou região próxima;
  • Flexibilidade de horário;
  • Boa comunicação e facilidade de falar em público;
  • Possuir CNH válida;
  • Disponibilidade para trabalhar finais de semana e feriados

 Requisitos Desejáveis:

  • Possuir conhecimento em manutenção de piscinas;
  • Noções básicas de hidráulica e elétrica.

Benefícios da vaga:

Remuneração Auxiliar nível Pleno + Seguro Saúde + V. Alimentação + Seguro de vida 

* oportunidade de Plano de Carreira

 Para participar, basta enviar o currículo completo e atualizado para recrutamento@aiuka.com.br até dia 24/01/2018, indicando “Auxiliar de Operações” no campo Assunto

Aves aquáticas no COP Aiuká SP

08/01/2018

Um grupo de oito marrecas-toucinho (Anas bahamensis) está em reabilitação no Centro Operacional Aiuká (COP Aiuká/SP), em Praia Grande.  Essa espécie de ave habita diferentes ambientes aquáticos, entre eles áreas costeiras. Eles chegaram à Aiuká trazidos ainda filhotes pela Guarda Civil Municipal de Praia Grande, depois de resgatados em uma residência do município.

As aves foram, inicialmente, acomodadas em um recinto com todas as condições necessárias ao seu crescimento, como abrigo, calor e alimentação especiais. Naquela ocasião, pesavam 20 ou 22 gramas e, agora, depois de praticamente dois meses em reabilitação, já estão pesando 480 gramas, em média, e ocupando um recinto maior, onde já começam a praticar voo. Assim que estiverem aptos para soltura, voltarão ao ambiente natural.

A marreca-toucinho tem a metade inferior da cabeça, garganta e laterais  do pescoço brancos. Quando voa, é possível notar partes verde-metálicas nas asas e axilas brancas. Sua dieta consiste em vegetação aquática, sementes e pequenos invertebrados.

COP Aiuká RJ reabilita e solta suas primeiras aves

05/12/17

Em novembro, a equipe do Centro Operacional Aiuká no Rio de Janeiro registrou as primeiras solturas desde setembro, mês que começou o trabalho de reabilitação de animais selvagens. Cinco pacientes foram liberados, quatro deles destinados pelo Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE), demonstrando que essa iniciativa contribui para resultados positivos por parte das empresas que atendem essa exigência do IBAMA. O PMAVE é utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrência de avifauna na área da plataforma e região de entorno.

Todos os animais liberados eram pertencentes ao grupo de aves: uma garça-vaqueira (Bubulcus ibis), um bobo-pequeno (Puffinus puffinus), dois tizius (Volatina jacarina) e um tuju (Lurocalis semitorquatus). Os tizius, o bobo-pequeno e a garça foram soltos no mesmo dia, em 11 de novembro, em Rio das Ostras, enquanto o tuju foi liberado em 15 de novembro, em Macaé.

A garça-vaqueira e o bobo-pequeno ganham destaque porque a primeira é uma espécie de ave muito sensível e, assim, são poucos os casos que registram sucesso em sua reabilitação.

Já o bobo-pequeno foi o primeiro paciente da história do COP Aiuká recuperado após as autorizações necessárias para o início do trabalho de reabilitação.

Saiba mais sobre a história de cada um deles:

02 17 - Puffinus (17)_previewO bobo-pequeno: Essa ave foi admitida para reabilitação em 21 de outubro depois de ter sido resgatado na Praia de Costa Azul, em Rio das Ostras. Estava magro, com anemia e hipotérmico, embora alerta. Os primeiros cuidados incluíram hidratação e alimentação por sonda. Logo, passou a se alimentar voluntariamente e, depois de 25 dias em reabilitação, foi liberado.

 

07 17 - Garça vaqueira (2)A garça-vaqueira: Ela foi avistada por um técnico de plataforma marítima de empresa que atende o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e encaminhada ao COP Aiuká RJ para reabilitação. Os primeiros exames atestaram que estava magra, pouco ativa e desidratada. A melhora do seu quadro clínico ocorreu durante a reabilitação e sua soltura foi realizada pouco mais de 10 dez dias depois de seu ingresso.