Gavião-carijó é reabilitado e solto

 

DSC_5822 (968 x 648)Um gavião-carijó (Rupornis magnirostris) em reabilitação no Centro Operacional da Aiuká (COP SP) desde o último dia 27 foi solto na manhã de hoje (3), no Parque Estadual Serra do Mar. A ave foi resgatada pelo Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal de Praia Grande depois de ter se chocado com o portão de uma casa.
Embora estivesse atordoada em função da colisão, a ave não sofreu fraturas e estava em boas condições clínicas. Depois dos primeiros socorros, foi acomodada em recinto próprio, estabilizada e alimentada.

O gavião-carijó é uma ave de rapina que ocorre em todo o Brasil e tem um papel fundamental no equilíbrio sistêmico da fauna ao atuar como regulador, predando roedores e aves pequenas – caso de ratos e pombos nos centros urbanos. Nas últimas décadas, essa ave passou a integrar o cenário das cidades, já que, nesses ambientes, a oferta de presas é maior e a presença de predadores naturais, menor.

A reabilitação do carijó faz parte das ações de responsabilidade socioambiental da Aiuká, que trata e reabilita os animais para, depois, devolvê-los ao seu ambiente. Esse trabalho é desenvolvido por uma equipe de médicos veterinários e técnicos qualificados, que se empenha em oferecer aos animais tratamentos adequados e referendados pela comunidade acadêmica nacional e internacional.

Três aves voltam para áreas naturais

Fêmea de quiri-quiri sendo solta

Entre final de janeiro e início de fevereiro, três aves reabilitadas pela equipe do Centro Operacional da Aiuká em Praia Grande (COP SP) foram liberadas em áreas de ocorrência natural. A primeira delas foi um frango d’água comum (Gallinula galeata), resgatado em 11 de janeiro pelo Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal de Praia Grande. Depois de 12 dias em reabilitação, a ave foi liberada no Núcleo Itutinga Pilões, do Parque Estadual da Serra do Mar.

Em 24 de janeiro, foi a vez de uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia), resgatada pela equipe da Aiuká no dia 7 do mesmo mês com suspeita de trauma depois de uma possível colisão. Ela recebeu tratamento apropriado e, depois de recuperada, foi solta. Veja o vídeo:

Já no dia 03 de fevereiro, a fêmea de um quiri-quiri (Falco sparverius) foi liberada também no Núcleo Itutinga Pilões, do Parque Estadual da Serra do Mar. Ela ingressou no COP Aiuká SP com suspeita de colisão e fez treinos de voo e caça.

 

Pacientes: Socó-boi é solto em área de proteção

Socó-boiDepois de quase duas semanas recebendo cuidados, um socó-boi baio (Botaurus pinnatus) que estava em reabilitação na Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais foi solto em 8 de julho de 2016. Os primeiros exames sinalizaram uma possível fratura na asa, hipótese que não se confirmou com a evolução do seu quadro clínico.  No Centro de Operações da empresa, em Praia Grande, o socó ganhou peso – passou de 800 gramas para 1 quilo -, além de tratamento veterinário e um recinto apropriado, reproduzindo seu habitat.  A soltura ocorreu no Parque Municipal Piaçabuçu, área de proteção de Mata Atlântica em Praia Grande (SP).

O socó é uma ave aparentada às garças e costuma manter-se parado e escondido na vegetação alta, com o pescoço esticado e o bico voltado para cima. Essa posição favorece sua semelhança com um pau fincado nos ambientes alagados em que vive. Ele também imita os juncos quando balançados pelo vento, estratégia que dificulta sua visualização.

Pacientes: O outro Atobá

Outro exemplo dos impactos das ações dos humanos nos mares foi mostrado por mais um atobá (Sula leucogaster), que chegou para reabilitação no COP Aiuká SP em agosto. Resgatado pelo Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal da Praia Grande, ele estava enredado em um pano de algodão, além de ter dois anzóis presos em seu corpo, um deles sob a musculatura da asa direita.

A ferida foi limpa, sem maiores danos à musculatura. Também foi detectada uma fratura em sua pata direita, antiga e já solidificada. Os atobás não dependem de suas patas para sobrevivência e conseguem manter-se em pé, nadar, voar e adquirir alimento sem problemas. Assim, após os primeiros-socorros e descanso no COP Aiuká SP, o atobá foi solto ainda em agosto, na praia do Canto do Forte, em Praia Grande.

 

Pacientes: Atobá é solto em São Vicente/SP

AtobáUm atobá-marrom (Sula leucogaster), em reabilitação na Aiuká desde janeiro , foi solto em 17 de junho de 2016 na praia de Paranapuã, em São Vicente (SP). A operação foi realizada com o apoio da Guarda Municipal de Praia Grande, responsável pelo resgate do animal.

A ave chegou com uma fratura na asa direita, consolidada com bandagem elástica. Devido ao período de reabilitação, a plumagem da cauda sofreu uma lesão e foi recuperada com um implante de penas (impimg). Esse procedimento consiste na substituição das penas danificadas por outras em boas condições, recolhidas de aves da mesma espécie que tenham vindo a óbito, e diminui o tempo de permanência em cativeiro.

A reabilitação do atobá integra as ações de responsabilidade social da Aiuká, iniciativa que tem a parceria da Guarda Municipal de Praia Grande.

Pacientes: O Mandrião

2015_mandriaoEncontrado por um morador de Praia Grande, o mandrião-parasítico (Stercorarius parasiticus) foi transportado para a Aiuká em uma moto, acondicionado em uma caixa de papelão. Essa espécie de ave marinha é migrante do Hemisfério Norte e viaja durante o inverno para as costas dos oceanos Pacífico e Atlântico. Uma hipótese é que ele tenha enfrentado alguma tempestade, esforço que o deixou debilitado e, dessa forma, foi trazido pelas correntes para o litoral de Praia Grande. Embora ocorra no Brasil, essa ave não é avistada comumente na costa do país. Depois de receber os cuidados veterinários adequados, a ave foi solta quase um mês depois da sua chegada, na praia do Canto do Forte, em Praia Grande, com o apoio da Guarda Civil Municipal. Ela foi avistada novamente em Itapoa (SC) em dezembro de 2015, quando foi reconhecida pelo número da anilha que recebeu na Aiuká.

Pacientes: O Quero-quero

2015_quero-queroA sobrevivência de um filhote de quero-quero (Vanellus chilensis) foi um dos desafios enfrentados pela equipe da Aiuká em setembro de 2015, mês em que a ave, com apenas 40 gramas, chegou à empresa com uma lesão no dorso, causada por um cortador de grama. A situação dele pedia mais cuidados não só em função do ferimento, mas também porque, durante seu resgate, a mãe não foi encontrada e, assim, a sua chance de sobreviver não era grande. Afinal, na fase em que estava, ainda estava sendo protegido por ela.

Embora os receios tivessem fundamento, o quero-quero reagiu muito bem ao tratamento, que incluiu a construção de um recinto semelhante ao seu ambiente. Ali, ele esteve acompanhado de um espanador, de um espelho e de uma garça de pelúcia – substitutos de um par da mesma espécie – e ainda de um laguinho artificial, onde aprendeu a se alimentar sozinho. Ele foi solto quase dois meses e meio depois, devidamente anilhado – procedimento voltado ao estudo da espécie – e já com peso de um indivíduo juvenil: 186 gramas.

Pacientes: Os Pinguins

2015_pinguins_001

No decorrer de junho de 2015, o Centro Operacional da Aiuká abrigou 74 pinguins-de-Magalhães, aves que, com a chegada do inverno, costumam ocorrer em grande número no litoral do Brasil.  Em sua maior parte, os pinguins estavam na fase juvenil e, de acordo com seu quadro clínico, foram divididos em diferentes grupos a fim de receber tratamento específico. Os mais debilitados, por exemplo, foram resguardados em setor de quarentena, enquanto aqueles com melhor disposição ganharam cercados adequados; quando estáveis, passaram para piscinas também apropriadas. Os cuidados começaram a surtir resultados com a soltura do primeiro em 31 de julho, no entorno do Parque Estadual Marinho Laje de Santos, área em que ocorreram as duas liberações seguintes. Essas ações tiveram o apoio da Guarda Civil Metropolitana de Praia Grande, do Biopesca e da Fundação Florestal.