Taxa de reabilitação de animais passa de 70%

Um dos indicadores que comprova a excelência técnica da Aiuká na execução do PMAVE é a taxa de reabilitação das aves recebidas ainda vivas, mas debilitadas, resgatadas em unidades marítimas mantidas por operadores clientes da empresa. Do total de indivíduos que receberam cuidados em 2020, 73,3% foram reabilitados e quase todos voltaram para o ambiente natural, com exceção de apenas um pombo-comum (Columba livia) anilhado, pertencente à associação columbófila e encaminhado para um criadouro. Os animais que não conseguiram sobreviver ingressaram extremamente debilitados e não reagiram aos tratamentos. 

Eles receberam cuidados no Centro Operacional da Aiuká em Rio das Ostras (COP Aiuká RJ), no Rio de Janeiro. Essas instalações são preparadas para todo o processo de recebimento, manejo e reabilitação de fauna marinha (aves, mamíferos e tartarugas). Tem aproximadamente 730 m² de área construída e suas instalações replicam a boa experiência do COP Aiuká SP na implementação do processo de resgate e reabilitação de fauna.

Entre o mês de março e início de abril, foram protocolados no Ibama os relatórios anuais do PMAVE de todos os clientes atendidos pela Aiuká. Esses documentos reúnem todas as informações do ano anterior sobre a incidência de avifauna nas unidades marítimas em atividades de exploração e produção de petróleo, em áreas offshore. São produzidas várias estatísticas, que incluem espécies encontradas e os períodos de maior ocorrência ao longo do ano. 

Contrato renovado para o Campo de Lapa – Bacia de Santos

Neste mês, a Aiuká e a operadora do Campo de Lapa renovaram seu contrato até 2024, atestando a qualidade dos serviços de prontidão para gestão de emergências com fauna oleada, realizados desde 2018. Com a renovação, a Aiuká, além das atividades relacionados a emergências, também continua a executar o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE).

PMAVE é uma condicionante do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás natural. É um serviço prestado de forma pioneira pela Aiuká no Brasil. O objetivo é registrar todas as ocorrências de avifauna debilitada, ferida ou morta, bem como aglomerações nas unidades marítimas, em atendimento a todos os critérios estabelecidos pelo Ibama.

O Campo de Lapa, por meio do FPSO Cidade de Caraguatatuba, tem capacidade de produção de até 100 mil barris de petróleo por dia. O FPSO opera a aproximadamente 250 km da costa do município de Ilhabela, no estado de São Paulo, em lâmina d’água variando entre 2.120 e 2.180 metros de profundidade. 

Resultados em 2020

Embora 2020 tenha sido um ano marcado pelos obstáculos em decorrência da pandemia da covid-19, a Aiuká conseguiu superá-los, fato comprovado pelos diversos trabalhos realizados ao longo do ano passado. A organização atendeu quase 80 acionamentos referentes ao Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE), serviço prestado de forma pioneira pela Aiuká no Brasil.

Os treinamentos relacionados às faunas marinha e terrestre foram diversos e envolveram tanto os clientes como parceiros e universidades. No caso desses dois últimos, os eventos ocorreram no âmbito da responsabilidade socioambiental da Aiuká, colaborando com a capacitação de profissionais e estudantes. A Aiuká também está atenta à capacitação de sua própria equipe que, em 2020, participou de mais de 100 horas de atualizações técnicas, tanto internas quanto externas.

Novos parceiros unem-se à Aiuka

Mais duas empresas da área petrolífera contrataram os serviços da Aiuká em dezembro. A organização passa a oferecer prontidão para o atendimento de emergências envolvendo o monitoramento, resgate e a reabilitação de animais no Campo de Baúna e nos Campos de Opal e Titã (Bacias de Campos e Santos, respectivamente).

Os planos de prontidão oferecidos pela Aiuká são o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e os Planos de Proteção à Fauna (PPAF) para atividades de exploração e produção de petróleo offshore e em terra. A Aiuká também se responsabiliza pela reabilitação dos animais encaminhados por intermédio da implementação desses planos ao responder tanto pela elaboração como pela execução desses serviços, que são condicionantes de licença para empreendimentos marítimos.

No Brasil, a Aiuká é pioneira na elaboração e implantação de PPAFs e PMAVEs para atividades offshore.

Paciente: Coleirinho

Um coleirinho (Sporophila caerulescens), uma pequena ave terrestre, foi encontrado dentro de um container e encaminhado para a Aiuká por meio de um acionamento no âmbito do Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE). Tratava-se de um macho adulto que, depois de alguns dias em observação, teve atestado seu bom estado clínico e foi solto em seu ambiente natural.