Responsabilidade socioambiental

Em agosto, ocorreram três solturas e duas transferências para criadouro. Uma das três liberações foi de uma tartaruga-verde, reabilitada pelo COP SP; já as outras duas, de um atobá-pardo (Sula leucogaster) e de um bacurau-tesoura (Hydropsalis torquata), ocorreram depois dos animais receberem cuidados no COP RJ. Dois pombos domésticos (Columba livia) foram resgatados em unidades marítimas por intermédio de acionamentos do PMAVE e transferidos para criadouro membro da Associação União Columbófila de Campos dos Goytacazes – RJ.

Paciente do mês

Foto Divulgação / Aiuká

O atobá-marrom foi levado ao COP RJ em função de um acionamento PMAVE ao ser encontrado em unidade marítima. Estava ativo e alerta, embora apresentasse temperatura baixa, entre outras condições clínicas negativas.  “Foi realizado raio x por suspeita de afecção respiratória e/ou corpo estranho no trato gastrointestinal, porém o exame não constatou nenhuma alteração”, conta Maria Clara Sanseverino. O tratamento foi baseado no controle e prevenção de infecção respiratória, hidratação e suporte vitamínico. A ave permaneceu em reabilitação por 15 dias, período em que se recuperou e foi anilhada. A liberação ocorreu na manhã do dia 2.

Pacientes: O Jacaré e o Saruê

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Em 8 de outubro de 2015, a Aiuká recebeu um chamado inusitado da Polícia Militar Ambiental: um jacaré-do-papo-amarelo  (Caiman latirostris) havia caído dentro de um tanque de contenção localizado no Porto de Santos, empreendimento próximo à área de manguezal, habitada também por essa espécie. O animal, de 1,20m e 2,7 kg, foi recebido com o corpo coberto por óleo, mas sem lesões. Depois de um bom banho e de exames que indica-ram condições clínicas ideais, foi solto no dia seguinte, em área de preservação do Parque Estadual da Serra do Mar.

 

Sarue
Outro animal com óleo tratado pela equipe da Aiuká foi um saruê (Didelphis aurita) fêmea, uma espécie de gambá comum na Mata Atlântica. Ela também havia caído dentro de um tanque, como o jacaré. Só que, no seu caso, tratava-se de um que armazenava óleo de cozinha. A saruê foi liberada no dia seguinte, também depois de tomar banho e em boas condições de saúde.
Os registros de um mamífero e de um réptil oleados não são comuns, ao contrário do que ocorre com aves aquáticas.