Um pombo-correio em alto-mar

19/07/2018

Um pombo-correio (Columba livia) originário das Ilhas Canárias, na Espanha, foi resgatado a cerca de 300 quilômetros da costa brasileira em uma plataforma de produção de petróleo e encaminhado para reabilitação no Centro Operacional Aiuká em Rio das Ostras (COP Aiuká RJ).  Além de sua identificação, a anilha apresentada pela ave possibilitou a descoberta de algumas informações, como o fato de já ter voado 3.600 quilômetros em diferentes competições.

A equipe do COP Aiuká RJ constatou que a ave estava sadia, em boa condição corporal e com 400g. Ela foi transferida para um pombal em Campos de Goytacazes, já que se trata de um animal doméstico e, assim, não pode ser liberado na natureza. O nome do pombo, uma fêmea, é Kun Superviviente (em português, sobrevivente) e ela já participou de pelo menos seis torneios.

De acordo com Evaldo Silva dos Santos, sócio da União Columbófila Campos dos Goytacazes, Kun Superviviente havia partido da Espanha no dia 5 de maio, ocasião em que participava de um novo torneio.

Além de serem utilizados como mensageiros, os pombos-correio também são treinados para competição, caso de Kun Superviviente. Embora sejam condicionados para voltar ao seu abrigo, muitos não conseguem por diferentes motivos, entre eles a captura por predadores ou mesmo porque se perdem.

O acionamento para o resgate da ave fez parte do Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE), serviço prestado pela Aiuká às empresas do setor de petróleo e uma das exigências do IBAMA para o licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás natural. O PMAVE é utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrências de fauna silvestre ou doméstica na área da plataforma ou unidade marítima e região de entorno; a Aiuká, pioneira neste serviço no Brasil, presta consultoria especializada para as empresas interessadas em sua implantação.

 

A pomba Superviviente
A pomba Superviviente
Anilha de Superviviente, que permitiu sua identificação
Anilha de Superviviente, que permitiu sua identificação

 

 

 

 

 

Os pais de Superviviente
Os pais de Superviviente

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Atendimento emergencial em espécies selvagens

Atendimento

No dia 26 de junho, o médico veterinário José Heitzmann Fontenelle conduziu a atualização técnica “Atendimento emergencial em espécies selvagens” na sede do Centro Operacional  Aiuká SP (COP SP), em Praia Grande. Essa atividade é uma iniciativa da Aiuká para aprimorar o conhecimento técnico da equipe e parceiros e também para promover intercâmbio de experiências. Fontenelle é e chefe da Unidade de Medicina Veterinária do Parque Zoobotânico “Orquidário Municipal de Santos”.

Conservação de tartarugas marinhas é tema de palestra

A pesquisadora Daphne Wrobel Goldberg ministrou uma atualização técnica para a equipe da Aiuká no dia 15 de maio no Centro Operacional da organização sediado em Praia Grande (COP Aiuká SP). Com o tema “Tartarugas marinhas: manejo, clínica e conservação”, a palestra apresentou as últimas atualizações médicas e científicas a respeito da espécie, altamente impactada principalmente pelas atividades humanas, a exemplo de pesca e poluição marinha pelo plástico.

Daphne é médica veterinária e doutora em Biociências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou no Projeto Tamar por 16 anos e, atualmente, é pós-doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Estadual de Londrina.

 

Aiuká participa de conferência internacional sobre derramamento de óleo

Da esq. para a dir.: Valeria Ruoppolo (Aiuká), Ian Robinson (vice-diretor do International Fund for Animal Welfare (IFAW) entre 2003 e 2016; Ed Levine (NOAA) e Willian Gala (Chevron), durante o último painel do Congresso, que discutiu desafios e perspectivas da área.
Da esq. para a dir.: Valeria Ruoppolo (Aiuká), Ian Robinson (vice-diretor do International Fund for Animal Welfare (IFAW) entre 2003 e 2016; Ed Levine (NOAA) e Willian Gala (Chevron), durante o último painel do Congresso, que discutiu desafios e perspectivas da área.

A Aiuká esteve presente na 13ª edição da International Effects of Oil on Wildlife Conference, o principal evento global que reúne especialistas de todo o mundo para discutir as principais atualizações na área de conhecimento relacionada aos impactos de derramamentos de óleo em espécies selvagens. A conferência foi realizada entre os dias 7 e 11 de maio em Baltimore (EUA) e foi promovida pelas organizações Tri-State Bird Rescue & Research e Oiled Wildlife Care Network.

A médica veterinária Valeria Ruoppolo, diretora de Projetos, a oceanóloga Viviane Barquete e a bióloga Camila Mayumi, especialistas em resposta à emergência de fauna, apresentaram palestras e pôsteres científicos sobre as atividades realizadas pela Aiuká, bem como sobre os principais projetos desenvolvidos pela organização. Entre eles, o  e Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) o Mapeamento Ambiental para Resposta à Emergência no Mar (MAREM).

O PMAVE é uma das exigências do IBAMA para o licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás natural, utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrências de fauna silvestre ou doméstica na área da plataforma ou unidade marítima e região de entorno; a Aiuká, pioneira neste serviço no Brasil, presta consultoria especializada para as empresas interessadas em sua implantação.

Já o MAREM é um banco de dados georreferenciado que permite a análise detalhada de região eventualmente afetada por um derramamento de óleo no Brasil. O MAREM integra o Plano Nacional de Ação de Emergência para Fauna Impactada por Óleo (PAE-Fauna), resultante de parceria entre o IBAMA e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). A Aiuká elaborou um dos pilares do MAREM, o Projeto de Proteção à Fauna, ao lado da Witt ׀ O’Brien’s do Brasil.

 

Biguá se recupera e volta para natureza

01/05/2018

DSC_7924 (2)Um biguá (Nannopterum brasilianus) voltou à natureza depois de resgatado em um canal em Praia Grande (SP) e reabilitado pela equipe do Centro Operacional Aiuká SP (COP Aiuká SP). A ave, na fase juvenil, estava abaixo do peso para os padrões da espécie, com apenas 750 gramas.

Os primeiros cuidados incluíram hidratação e aquecimento, já que o biguá estava encharcado. Ao contrário de outras aves aquáticas, essa espécie não apresenta a glândula uropigiana. Localizada na região caudal, essa glândula secreta uma substância gordurosa, espalhada pelo restante do corpo com o bico da própria ave, impermeabilizando as penas e auxiliando na termorregulação. Essa adaptação impede o encharcamento das penas em aves aquáticas e ajuda a entender o porquê das aves não se molharem, mesmo que fiquem desprotegidas durante uma chuva. Como o biguá não possui esse órgão, abre as asas para se aquecer e secar-se.

Durante os primeiros dias de cuidados, a ave foi hidratada e alimentada com uma papa especial. Passado esse período, passou a se alimentar voluntariamente com pequenos peixes. Sua soltura ocorreu no último dia 24, depois de recuperado e anilhado. O anilhamento é um procedimento adotado para estudos de conservação das espécies animais.

Garça reabilitada é liberada

27/04/2018

DSC00749Uma garça-vaqueira (Bubulcus ibis) foi liberada no final de março depois de ter sido resgatada e levada para reabilitação no Centro Operacional Aiuká RJ (COP Aiuká RJ). Ela estava um pouco magra para os padrões da espécie e desidratada, mas suas condições clínicas gerais eram boas. Depois de três dias de cuidados, foi liberada em área natural localizada Rio das Ostras, município que sedia o COP Aiuká RJ. Logo após a soltura, ela preferiu checar o local, aproveitando para se alimentar. Veja no vídeo!
https://youtu.be/dg_KtVtceZk.

Gavião volta à natureza no Rio de Janeiro

O sovi pousa em árvore logo depois da soltura
O sovi pousa em árvore logo depois da soltura

Uma espécie de gavião (Ictinia plumbea), também conhecido como sovi, voltou ao ambiente natural depois de ser reabilitado pela equipe do Centro Operacional Aiuká do Rio de Janeiro (COP Aiuká RJ). A ave foi liberada no fim de janeiro em área de conservação ambiental em Rio das Ostras (RJ), município que sedia o COP RJ.

O gavião, ainda na fase juvenil, chegou ao Centro magro, com apenas 264 gramas, e desidratado. Foi encontrado em uma via pública, no bairro Mar do Norte, e resgatado pela Guarda Ambiental de Rio das Ostras, órgão parceiro da organização. Depois de pouco mais de um mês em reabilitação e do anilhamento, ele foi liberado.

Essa espécie é comum no Brasil e está presente em todas as regiões brasileiras. Habita diferentes sistemas, entre eles bordas de florestas e também áreas urbanas arborizadas. Alimenta-se de insetos como formigas e cupins, que pega com as garras e come ainda em pleno voo, mas também captura pequenas presas na copa das árvores e pequenos lagartos e cobras no chão.

Parceria com CVI beneficia animais em reabilitação na Aiuká

Uma nova parceria está beneficiando os animais em reabilitação no Centro Operacional Aiuká em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro (COP Aiuká RJ). Estabelecida em dezembro último, a associação com o Centro Veterinário Integrado de Rio das Ostras (CVI) favorecerá os casos dos pacientes que apresentarem necessidade de radiografias computadorizadas.

Esse foi o caso de duas aves que ingressaram para reabilitação em dezembro. A primeira, um murucutu-da-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana, uma espécie de coruja), passou pelo exame radiográfico e a imagem mostrou que a ave tem artrite na asa direita, problema que, além de causar dor, limita o movimento. Já a segunda ave, um carcará (Caracara planctus), apresenta duas fraturas, também diagnosticadas graças à radiografia realizada. As duas aves estão em tratamento no COP Aiuká RJ.

O CVI existe desde 2011 e presta serviços especializados em radiologia digital, tomografia computadorizada, ultrassonografia, neurologia, ortopedia, cardiologia, oncologia e dermatologia. Já foram realizados cerca de 15 mil exames radiográficos em diferentes espécies animais e a CVI é a única clínica na região que presta todos esses serviços. A  clínica mantém outra unidade em Nova Friburgo e conta com equipamentos móveis de radiologia e ultrassonografia. “A parceria com a Aiuká é uma grande oportunidade para nós, veterinários, adquirirmos mais conhecimento de diferentes espécies animais, além de proporcionar reconhecimento do nosso trabalho”, comenta a médica veterinária Priscilla Cerceau, proprietária do CVI.