Termina resposta à emergência no FPSO Cidade do Rio de Janeiro

Foto: Clara D’Ávila / Acervo Aiuká
Foto: Clara D’Ávila / Acervo Aiuká

Em novembro, foi encerrada a participação da Aiuká na emergência relacionada à embarcação do FPSO Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, trabalho que durou pouco mais de dois meses. No momento inicial da resposta, a organização esteve presente no Centro de Comando; já na segunda fase – que consistiu no deslocamento da embarcação até o estaleiro de Jurong (ES)- o trabalho da Aiuká foi focado no monitora-mento da fauna marinha e no atendimento de qualquer animal que viesse a ser impactado por óleo que vazasse durante o transporte. A equipe foi formada por José Carlos Neto, Renato Yoshimine, Aline do Nascimento e Juan Filó, além da bióloga Clara D’Ávila, atuando como consultora.
Uma trinca no casco do FPSO resultou em vazamento de óleo no mar. A unidade já havia paralisado sua produção há mais de um ano, mas permanecia fundeada. Durante a resposta, a equipe ficou instalada na HOS Brass Ring, uma das quatro embarcações de apoio presentes durante a operação.

Paciente do mês: gambá-de-orelha-preta

 

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

No COP RJ, um caso ganha destaque: a de um gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), que ingressou para reabilitação ainda filhote, pesando apenas 51 gramas, e que está sendo tratado com acupuntura. Embora alerta e com bom score corporal, o animal arrastava os dois membros posteriores ao andar e também apresentava dificuldades para urinar e defecar. A acupuntura está sendo administrada como tentativa de estimular os membros afetados. As sessões são realizadas uma vez por semana, com duração média de 15 minutos e, após a terceira aplicação, o gambá começou a responder positivamente ao tratamento. Ele já urina e defeca normalmente, se alimenta duas vezes ao dia e está crescendo e ganhando peso, além de já conseguir mover os membros posteriores.

Paciente do mês: Beija-flor

Beija-florEm outubro/2019, foi registrada uma soltura: a de um beija-flor (Thalurania glaucopis) filhote. Essa foi a primeira ave da espécie solta pela Aiuká, marcando o sucesso na reabilitação, tarefa que raramente alcança um resultado como esse. A maior parte dos beija-flores vai a óbito quando estão nessa fase por conta da sua fragilidade. Ele foi levado ao COP SP pela Guarda Civil Municipal de São Vicente no dia 20 de setembro depois de ter sido recolhido, caído no chão, por um popular. A ave ainda não sabia voar e foi acomodada em um recinto de PVC, telado, restringindo assim a visibilidade a fim de evitar que ele ficasse estressado com o manejo. Foi alimentado duas vezes por dia, com néctar. Os cuidados deram certo, resultando no ganho de peso e desenvolvimento de penas; após começar a voar no recinto e fazer um teste de voo, estava apto para a soltura, que ocorreu no dia 11 de outubro.

Integração da COFCO

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

A Aiuká firmou contrato de prontidão e para elaboração dos Planos de Proteção à Fauna para dois terminais do Porto de Santos (Terminal 12A e Terminal Cereal Sul), ambos administrados pela chinesa COFCO, uma das maiores companhias agrícolas e de alimentos da China, com atuação global. O contrato de prontidão exige um treinamento de integração, que consiste na ida da equipe da Aiuká aos terminais para conhecer melhor a empresa, especialmente as normas de segurança, conhecimento necessário para o eventual acionamento de resgate de fauna. Três colaboradores já participaram.

Emergência no FPSO Cidade do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

O dia 10/10/2019 registrou um mês de atendimento à emergência da trinca no casco do FPSO Rio de Janeiro, na Bacia de Campos. José Carlos Neto, Renato Yoshimine e Juan Filó, além da bióloga Clara D’Ávila, atuando como como consultora, estão na embarcação HOS Brass Ring, uma das quatro que estão monitorando a fauna marinha que ocorre na área do FPSO. À equipe da Aiuká, cabe o monitoramento embarcado da fauna que ocorre na área, trabalho que é revezado entre os quatro profissionais presentes. A primeira semana de atividades registrou o avistamento de 117 golfinhos-rotadores, dentre os 190 registros feitos e relacionados a outras espécies, entre elas aves e tartarugas.

Palestra em congresso de Medicina Veterinária

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

Rodolfo Silva fez palestra sobre o tema “Reabilitação de animais impactados em acidentes com petróleo” no 4º Congresso Regional de Medicina Veterinária e 3º Mostra Científica, realizado entre os dias 1 e 3 na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc Xanxerê). Rodolfo ministrou a palestra no dia 2 de outubro.

Responsabilidade Socioambiental

Em setembro de 2019, ocorreram sete solturas.  A equipe do COP SP foi responsável por três delas: de uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia), de um carcará (Caracara planctus) e de um veado-catingueiro (Mazama gouazoubira).

Já o COP RJ liberou um frango-d’água-azul (Porphyrio martinicus), uma garça-branca-grande (Ardea alba), uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia) e um bem-te-vi (Pitangus sulphuratus).

Treinamentos e palestras

palestras
Entre os dias 17 e 20 de setembro, Rodolfo Silva e Jéssica Domato estiveram na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, para ministrar um treinamento. O evento foi uma iniciativa da BP e abordou “Introdução à reabilitação de fauna oleada” e “Manejo de fauna em cativeiros”, entre outros. O público presente foi formado por residentes, professores e veterinários da UFRA, representantes do IBAMA e da BP. Já Carolina Galvão esteve na Shell conduzindo o treinamento “TER” para quatro técnicos.
Além de participar do evento na UFRA, Jéssica Domato também fez palestra no Simpósio de Medicina Veterinária de Desastres, promovido no Expo Norte, em São Paulo. O tema foi “A Medicina Veterinária de desastres na prática”.