Animais para adoção

Diversos cães e gatos já foram encaminhados para adoção em decorrência do desenvolvimento de um projeto de resgate de fauna doméstica e silvestre para uma empresa que atua no Rio de Janeiro. Esse trabalho inclui a captura, cuidados veterinários, castração e encaminhamento para adoção de cães e gatos que ocorrem em áreas de risco da empresa, comprometendo a sua própria segurança e também a dos funcionários. Os animais são mantidos em Rio das Ostras e em Macaé, no Rio de Janeiro, até serem encaminhados para um lar adotivo. 

Esse projeto demonstra a multidisciplinaridade das áreas de conhecimento da equipe da Aiuká, capacitada para atuar desde emergências envolvendo fauna oleada ou não, passando pela reabilitação de espécies silvestres, até o resgate e cuidados veterinários com animais domésticos.
 Para conhecer esses animais acesse ao Instagram @ProjetoAiukaAdote
ou em nosso site: www.aiuka.com.br/adote

Taxa de reabilitação de animais passa de 70%

Um dos indicadores que comprova a excelência técnica da Aiuká na execução do PMAVE é a taxa de reabilitação das aves recebidas ainda vivas, mas debilitadas, resgatadas em unidades marítimas mantidas por operadores clientes da empresa. Do total de indivíduos que receberam cuidados em 2020, 73,3% foram reabilitados e quase todos voltaram para o ambiente natural, com exceção de apenas um pombo-comum (Columba livia) anilhado, pertencente à associação columbófila e encaminhado para um criadouro. Os animais que não conseguiram sobreviver ingressaram extremamente debilitados e não reagiram aos tratamentos. 

Eles receberam cuidados no Centro Operacional da Aiuká em Rio das Ostras (COP Aiuká RJ), no Rio de Janeiro. Essas instalações são preparadas para todo o processo de recebimento, manejo e reabilitação de fauna marinha (aves, mamíferos e tartarugas). Tem aproximadamente 730 m² de área construída e suas instalações replicam a boa experiência do COP Aiuká SP na implementação do processo de resgate e reabilitação de fauna.

Entre o mês de março e início de abril, foram protocolados no Ibama os relatórios anuais do PMAVE de todos os clientes atendidos pela Aiuká. Esses documentos reúnem todas as informações do ano anterior sobre a incidência de avifauna nas unidades marítimas em atividades de exploração e produção de petróleo, em áreas offshore. São produzidas várias estatísticas, que incluem espécies encontradas e os períodos de maior ocorrência ao longo do ano. 

Desenvolvimento de novos projetos

Aiuká está executando um projeto de resgate de fauna doméstica e silvestre para uma empresa que atua no Rio de Janeiro. Esse trabalho inclui a captura, cuidados veterinários, castração e encaminhamento para adoção de cães e gatos que ocorrem em áreas de risco da empresa, comprometendo a sua própria segurança e também a dos funcionários. Os animais são mantidos em Rio das Ostras e em Macaé até serem encaminhados para um lar adotivo. Em breve, o site da Aiuká disponibilizará informações sobre os animais e formulários de adoção para os interessados.

Paciente: cachorro-do-mato

Um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) está em reabilitação na Aiuká e deve voltar ao seu ambiente em breve. Ele foi resgatado no início de agosto em uma unidade terrestre de apoio às operações de exploração e produção de petróleo e gás, ferido em função de um possível atropelamento. Outras espécies animais resgatadas em unidades semelhantes são rotineiramente reabilitadas pela Aiuká.

Novos serviços em terra – Educação Ambiental

A excelência técnica da equipe da Aiuká está sendo investida em um novo trabalho da instituição: um projeto de educação ambiental para uma empresa siderúrgica. Ele está em elaboração em três fazendas de silvicultura localizadas em Minas Gerais, inseridas no bioma Cerrado e com a ocorrência de diferentes espécies de animais silvestres. 

Entre elas, está o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), que já esteve presente nos seis biomas do Brasil, mas já é considerado possivelmente extinto nos Pampas e quase extinto na Caatinga e na Mata Atlântica. No Cerrado, onde há maior concentração da espécie, as populações vêm sofrendo reduções em função de ameaças que vão da fragmentação do habitat e passam por incêndios, caça e atropelamentos. Além do tamanduá-bandeira, também estão presentes a jaguatirica (Leopardus pardalis), a anta (Tapirus terrestris), o papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), a arara-canindé (Ara ararauna), a gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus), o  jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), entre outras espécies que dependem de esforços para sua conservação.

Um dos objetivos do projeto é sensibilizar os funcionários da empresa para a importância da preservação dessas espécies e tratar da segurança dos trabalhadores, já que na rotina das fazendas existe a possibilidade de ocorrerem encontros com animais que podem causar acidentes. O trabalho é diferenciado ao enfatizar a informação visual, comunicada em placas e mapas pelas fazendas, o que a torna mais acessível e atrativa ao público que não tem perfil técnico.

Solturas de animais reabilitados pelos COPs SP e RJ

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

Entre eles, está o caso de um gavião-carijó (Rupornis magnirostris, foto), levado ao COP RJ pela Secretaria de Meio Ambiente de Macaé e com histórico de não conseguir levantar voo. Era uma ave jovem, com as penas primárias ainda em crescimento e provavelmente aprendendo a voar, mas com condições clínicas muito boas. Decidiu-se por mantê-lo em reabilitação até o desenvolvimento total das penas. Depois de 31 dias, essa fase já estava concluída e ave já apresentava boa capacidade de voo. Foi solta no dia 27 de dezembro em área natural localizada em Rio das Ostras.

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

Outro caso registrado pelo COP RJ foi a reabilitação de um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous, foto). O animal, um macho adulto, foi encaminhado para tratamento em outubro depois de, possivelmente, ter sido atropelado. Foi encontrado à beira de uma estrada em Macaé e estava em estado semi-comatoso, não responsivo, com temperatura baixa, magro e sem reflexos. Além disso, apresentava hematomas em cavidade oral e língua do lado direito. Depois de estabilizado e além do exame rotineiro de sangue, foram realizados exames complementares na CVI – Centro Veterinário Integrado, parceira da Aiuká, como a radiografia e a tomografia que constatou uma pequena lesão em hemisfério cerebral direito, confirmando o diagnóstico de trauma.
“A recuperação foi lenta, porém bem-sucedida”, conta Maria Clara Sanseverino. Ele permaneceu em reabilitação por 54 dias, sendo marcado com microchip e liberado no dia 17 de dezembro.

Foto: Aline Nascimento
Foto: Aline Nascimento

Já entre as solturas registradas pelo COP SP está a de um martim-pescador (Megaceryle torquata), recolhido por um popular que o encaminhou à Polícia Militar Ambiental. Ele apresentava sangue na cavidade oral e estava estressado, mas alerta e não bravio. Foi mantido dentro da caixa de transporte, medida adotada para evitar mais stress, e hidratado. No dia seguinte ao seu ingresso, o sangramento havia estancado e ele se alimentou voluntariamente. Em função do stress característico dessa espécie, optou-se então pelo seu anilhamento e soltura, realizada pela própria Polícia Militar Ambiental.

Aiuká presente em Congresso para discutir conservação da toninha

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

Valeria Ruoppolo ministrou palestra no “Workshop Franciscana 2019”, realizado entre os dias 4 e 6 de novembro em San Clemente Del Tuyú, na Argentina. O evento, promovido pela Fundacion Mundo Marino e coordenado pela Yaqu Pacha, teve participação de especialistas da Argentina, Brasil, Uruguai, França, Holanda, México, Alemanha e Estados Unidos, representando cerca de 30 entidades.
O objetivo do encontro foi revisar dados populacionais da toninha (Pontoporia blainvillei), definir informações prioritárias que ainda não são conhecidas, analisar ameaças comuns à espécie em diferentes áreas do mundo e intercambiar conhecimentos médicos veterinários a respeito da reabilitação desses animais. A maior preocupação dos especialistas se concentra nas projeções de sustentabilidade da espécie. Entre Brasil, Argentina e Uruguai, calcula-se que morram cerca de três mil toninhas por ano, quantidade que alerta para a possibilidade de extinção desse golfinho nas próximas três décadas.