Participação em evento internacional

No dia 28/01/21, a Aiuká esteve presente em evento realizado pela Oil Spill Response Limited (OSRL), uma associação internacional financiada pelas empresas de petróleo e gás para responder a derramamentos de óleo em qualquer lugar do mundo. Com o tema “Exploring OSRL’s Strategy and Industry Next Steps in Preparing for Wildlife Emergencies”, o evento foi realizado de forma on-line e apresentou as principais estratégias de respostas do Global Oiled Wildlife Response System (GOWRS), um rede composta por organizações internacionais de resposta e gestão de emergência com fauna. 

O GOWRS é apoiado pela indústria de óleo e gás e tem por objetivo desenvolver um sistema de resposta à fauna oleada para pronto atendimento em emergências em todo o mundo, em especial naqueles países que não possuem estrutura organizada para tais emergências. A Aiuká é a única organização latino-americana presente no grupo e Valeria Ruoppolo, diretora da empresa, é a vice-chair do GOWRS.

Novos parceiros unem-se à Aiuka

Mais duas empresas da área petrolífera contrataram os serviços da Aiuká em dezembro. A organização passa a oferecer prontidão para o atendimento de emergências envolvendo o monitoramento, resgate e a reabilitação de animais no Campo de Baúna e nos Campos de Opal e Titã (Bacias de Campos e Santos, respectivamente).

Os planos de prontidão oferecidos pela Aiuká são o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e os Planos de Proteção à Fauna (PPAF) para atividades de exploração e produção de petróleo offshore e em terra. A Aiuká também se responsabiliza pela reabilitação dos animais encaminhados por intermédio da implementação desses planos ao responder tanto pela elaboração como pela execução desses serviços, que são condicionantes de licença para empreendimentos marítimos.

No Brasil, a Aiuká é pioneira na elaboração e implantação de PPAFs e PMAVEs para atividades offshore.

Resposta à emergência em Silva Jardim (RJ)

Ainda em dezembro e após dois meses de serviços, foi concluído o trabalho da Aiuká na resposta a uma emergência em Silva Jardim (RJ). A organização ficou à frente das atividades de atendimento à fauna oleada, atingida após tentativa de furto de combustível em oleoduto localizado em área de Mata Atlântica.

Adotando todas as medidas necessárias para evitar a disseminação da covid-19, as equipes da Aiuká se revezaram para atender os animais. Acidentes decorrentes desses crimes têm sido constantes e, além de impactar as espécies que vivem em áreas protegidas, prejudicam o ecossistema local.

Serviços sob demanda

A Aiuká oferece uma série de serviços relacionados a emergências com a fauna e, entre eles, está a realização de capacitações sob demanda para atender necessidades específicas das empresas. Em novembro, por exemplo, a organização conduziu um treinamento para funcionários de uma empresa prestadora de serviço para o setor petrolífero. O objetivo foi orientar os profissionais a respeito do manejo com a fauna que vem ocorrendo em seus galpões. São animais típicos do ecossistema marinho e a equipe da Aiuká explicou suas principais características, bem como os procedimentos para identificação de casos em que estão debilitados e como realizar o manejo básico de atendimento até que o animal seja resgatado pela Aiuká.

Preparados para emergências

Logística e recursos humanos preparados para o sucesso de uma resposta a emergências com fauna oleada são fundamentais, principalmente diante da pressão e agilidade necessária que se apresentam nessas situações. Com mais de 10 anos de experiência, a Aiuká atende a esses requisitos para o sucesso da resposta porque dispõe de uma equipe especializada no gerenciamento de emergências e de dois Centros Operacionais, o COP Aiuká SP e o COP Aiuká RJ, completamente adaptados aos serviços necessários nesses casos.

As instalações do Centro Operacional Aiuká localizado em Praia Grande (COP Aiuká SP), no litoral paulista, são adaptadas para o processo de recebimento, manejo e reabilitação de fauna marinha (aves, mamíferos e tartarugas). O COP está construído em 750 m² e suas áreas de trabalho se dividem em administrativas e veterinárias, pertinentes ao atendimento de uma emergência envolvendo fauna oleada.

Já o Centro Operacional Aiuká RJ (COP Aiuká RJ) está localizado em Rio das Ostras, município localizado cerca de 200 quilômetros ao norte da cidade do Rio de Janeiro. As instalações têm aproximadamente 876 m² de área construída e suas instalações replicam a boa experiência do COP Aiuká SP na implementação do processo de resgate e reabilitação de fauna.

Emergência ambiental no Maranhão

Em fevereiro deste ano, a 100 quilômetros da costa do Maranhão, o comandante de um navio cargueiro foi obrigado a realizar uma manobra de emergência para evitar o naufrágio da embarcação, que colidiu com algo desconhecido e teve avaria na proa. A partir desse momento, foi iniciada uma série de procedimentos para proteger a integridade do navio, dos tripulantes e do meio ambiente.

A metodologia do ICS (Incident Command System), uma ferramenta projetada para permitir o gerenciamento eficiente de incidentes, foi implementada para a gestão da emergência. Este sistema integra respondedores de várias agências e opera dentro de uma estrutura organizacional comum. Com essa metodologia, foi possível instituir um Comando Unificado, com participação dos órgãos reguladores e fiscalizadores, além das empresas envolvidas no acidente.

A Aiuká, em parceria com a OceanPact, iniciou sua participação na resposta ao incidente no início de março, com a responsabilidade de gerir todas as atividades de proteção à fauna, sempre respeitando os princípios preconizados no Plano Nacional de Ação de Emergência para Fauna Impactada por Óleo (PAE-Fauna), publicado pelo IBAMA em 2018.

Com o decreto da pandemia da covid-19, o Posto de Comando foi desmobilizado e todos os membros da estrutura organizacional da resposta (EOR) passaram a trabalhar em sistema de home office. As ações de campo foram mantidas com a adoção das recomendações de segurança da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde.

Após 32 dias de monitoramento embarcado de fauna, 18 sobrevoos para monitoramento e levantamento aéreo e um total de 48 dias de atividades, não houve registro de fauna oleada e o trabalho da Aiuká foi concluído com sucesso.

Emergências em terra e no mar

A expertise da Aiuká na gestão de emergências envolvendo a fauna impactada em acidentes com derramamento de óleo já é reconhecida internacionalmente. O que poucos sabem é que a instituição também se destaca em respostas a emergências que ocorrem em terra. Um exemplo é a sua atuação no âmbito do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

Desde fevereiro de 2019, quando o incidente ocorreu, a Aiuká vem desenvolvendo atividades na resposta à fauna em parceria com a empresa Witt O’Brien’s Brasil. Atualmente, a Aiuká atua exclusivamente na Seção de Planejamento e, entre as atividades desenvolvidas, destaca-se a participação efetiva da equipe nos processos de melhoria dos produtos de rotina (reportes, relatórios e bases de dados), além da criação de um novo produto: um dashboard com informações históricas das diferentes frentes de trabalho relacionadas à fauna terrestre.

“Além dos processos de rotina, a Aiuká ainda atua na gestão da equipe da Seção de Planejamento, no relacionamento com o cliente, parceiros e órgãos públicos, apoiando o alinhamento entre todas as partes interessadas e visando sempre a aplicação das melhores práticas internacionais para o atendimento e o bem-estar animal”, comenta o engenheiro ambiental Daniel Barreto, que integra a equipe em Brumadinho. Desde o início da pandemia da covid-19, em março deste ano, a equipe vem trabalhando remotamente.

Técnico Embarcado Responsável (TER)


A adaptação de treinamentos essenciais para a continuidade dos serviços foi uma das iniciativas da Aiuká nesses últimos quatro meses para atender as necessidades dos clientes e as exigências de isolamento social.

Cursos antes presenciais, como o de “Técnico Embarcado Responsável (TER)”, agora são oferecidos de maneira remota, com escopo adaptado à nova realidade. Após o término da pandemia, esses cursos poderão ser complementados com as práticas.