Atividades essenciais durante a pandemia

A Aiuká prossegue com seus serviços e atividades durante a pandemia da covid-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde em março deste ano. O trabalho da Aiuká se enquadra como essencial porque ela realiza a prontidão para emergências ambientais e a prontidão e o atendimento de fauna. Essas atividades são destinadas ao resgate e reabilitação de espécies animais encontradas com ou sem vida em unidades marítimas da área petrolífera ou em unidades de terminais de gás (UTGCs). Além disso, a Aiuká também presta atendimento veterinário a animais encaminhados por entidades da área ambiental para reabilitação, serviço que integra suas ações de responsabilidade socioambiental.

Desmobilização da emergência no Maranhão

Centro de Comando
A equipe da Aiuká envolvida na emergência do navio Stellar Banner foi desmobilizada no dia 17 de abril. Essa resposta ganha destaque porque foi a primeira que registrou o comando unificado e também uma embarcação dedicada exclusivamente às atividades de resposta à fauna.  A emergência começou no início de março, quando o navio, carregado com minério de ferro, encalhou no Maranhão.

Emergência no Maranhão

Aiuká

No início de março, a equipe da Aiuká foi mobilizada para participar da resposta à emergência do navio Stellar Banner, encalhado com minério de ferro no Maranhão, e que se estendia até o dia 31. No final do mês, a bióloga Carol Galvão – contratada como consultora – permanecia como ponto de contato da Aiuká no Centro de Comando, mas em caráter home office; Renato Yoshimine estava à frente das atividades de monitoramento aéreo, enquanto José Neto e Juan Lucas Alvarado de Medeiros permaneciam embarcados em um rebocador para acompanhar o alívio do óleo retirado do navio. Já Aline Nascimento e a consultora Michelle de Lima Mendonça estavam de prontidão em São Luís para a eventualidade de alguma operação de captura e transporte de fauna.

Resposta à emergência em Gongo Soco

Foto: Silvio Serrano
Foto: Silvio Serrano

Novembro / 2019 foi o décimo mês da resposta à emergência na mina de Gongo Soco, localizada em Barão de Concais (MG) e de propriedade da empresa Vale. Driellie Florencio e Natália Moretti Rogentta estavam presentes na resposta, integrando a Unidade de Documentação, que inclui a elaboração de documentação relacionada, por exemplo, ao controle sanitário, relatórios e também participação no plano de reintrodução dos animais abrigados nas instalações da Vale. O abrigo desses animais fez parte do plano de evacuação das famílias moradoras das localidades que podem ser afetadas pela ruptura da barragem da Mina. Cerca de 3.900 animais estavam abrigados nas instalações da empresa, em sua maior parte galinhas (2.070), além de bois e cavalos.

Termina resposta à emergência no FPSO Cidade do Rio de Janeiro

Foto: Clara D’Ávila / Acervo Aiuká
Foto: Clara D’Ávila / Acervo Aiuká

Em novembro, foi encerrada a participação da Aiuká na emergência relacionada à embarcação do FPSO Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, trabalho que durou pouco mais de dois meses. No momento inicial da resposta, a organização esteve presente no Centro de Comando; já na segunda fase – que consistiu no deslocamento da embarcação até o estaleiro de Jurong (ES)- o trabalho da Aiuká foi focado no monitora-mento da fauna marinha e no atendimento de qualquer animal que viesse a ser impactado por óleo que vazasse durante o transporte. A equipe foi formada por José Carlos Neto, Renato Yoshimine, Aline do Nascimento e Juan Filó, além da bióloga Clara D’Ávila, atuando como consultora.
Uma trinca no casco do FPSO resultou em vazamento de óleo no mar. A unidade já havia paralisado sua produção há mais de um ano, mas permanecia fundeada. Durante a resposta, a equipe ficou instalada na HOS Brass Ring, uma das quatro embarcações de apoio presentes durante a operação.

Emergência no FPSO Cidade do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

O dia 10/10/2019 registrou um mês de atendimento à emergência da trinca no casco do FPSO Rio de Janeiro, na Bacia de Campos. José Carlos Neto, Renato Yoshimine e Juan Filó, além da bióloga Clara D’Ávila, atuando como como consultora, estão na embarcação HOS Brass Ring, uma das quatro que estão monitorando a fauna marinha que ocorre na área do FPSO. À equipe da Aiuká, cabe o monitoramento embarcado da fauna que ocorre na área, trabalho que é revezado entre os quatro profissionais presentes. A primeira semana de atividades registrou o avistamento de 117 golfinhos-rotadores, dentre os 190 registros feitos e relacionados a outras espécies, entre elas aves e tartarugas.

Emergências da Transpetro e da Refinaria Abreu de Lima

Instalação_da_EmergênciaSetembro começou com Rodolfo Silva, José Carlos Neto e Carolina Galvão atendendo a emergência “Vazamento de Óleo Recuperado”, da Refinaria Abreu e Lima. O acionamento ocorreu no final de agosto e a resposta prosseguiu até o dia 6 deste mês, com os três à frente da gestão da emergência. Já as duas últimas semanas de setembro tiveram os dias ocupados com a resposta à emergência da Transpetro. O furto no oleoduto Osduc resultou em vazamento de petróleo, com impactos à fauna local, e as equipes dos COPs SP e RJ foram mobilizadas. O furto ocorreu próximo à BR 101, em área rural de Rio das Ostras.