Aberta vaga para biólogo

19/01/2018

A Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais está com uma vaga aberta para biólogos interessados o cargo de auxiliar de Operações de Resposta à Fauna Pleno. O contratado trabalhará no Centro Operacional Aiuká em Rio da Ostras (COP Aiuká RJ) e atuará na resposta de emergências da Aiuká, executando trabalho de campo para resgate de animais, além de aplicar treinamentos on shore e off shore e desenvolver atividades com manejo, alimentação e limpeza dos recintos dos animais em reabilitação de acordo com coordenação e orientação de veterinários e técnicos.

Os requisitos são os seguintes:

  • Superior em Biologia completo
  • CRBIO ativo
  • Experiência com manejo de animais silvestres;
  • Morar em Rio das Ostras (RJ) ou região próxima;
  • Flexibilidade de horário;
  • Boa comunicação e facilidade de falar em público;
  • Possuir CNH válida;
  • Disponibilidade para trabalhar finais de semana e feriados

 Requisitos Desejáveis:

  • Possuir conhecimento em manutenção de piscinas;
  • Noções básicas de hidráulica e elétrica.

Benefícios da vaga:

Remuneração Auxiliar nível Pleno + Seguro Saúde + V. Alimentação + Seguro de vida 

* oportunidade de Plano de Carreira

 Para participar, basta enviar o currículo completo e atualizado para recrutamento@aiuka.com.br até dia 24/01/2018, indicando “Auxiliar de Operações” no campo Assunto

Aves aquáticas no COP Aiuká SP

08/01/2018

Um grupo de oito marrecas-toucinho (Anas bahamensis) está em reabilitação no Centro Operacional Aiuká (COP Aiuká/SP), em Praia Grande.  Essa espécie de ave habita diferentes ambientes aquáticos, entre eles áreas costeiras. Eles chegaram à Aiuká trazidos ainda filhotes pela Guarda Civil Municipal de Praia Grande, depois de resgatados em uma residência do município.

As aves foram, inicialmente, acomodadas em um recinto com todas as condições necessárias ao seu crescimento, como abrigo, calor e alimentação especiais. Naquela ocasião, pesavam 20 ou 22 gramas e, agora, depois de praticamente dois meses em reabilitação, já estão pesando 480 gramas, em média, e ocupando um recinto maior, onde já começam a praticar voo. Assim que estiverem aptos para soltura, voltarão ao ambiente natural.

A marreca-toucinho tem a metade inferior da cabeça, garganta e laterais  do pescoço brancos. Quando voa, é possível notar partes verde-metálicas nas asas e axilas brancas. Sua dieta consiste em vegetação aquática, sementes e pequenos invertebrados.

COP Aiuká RJ reabilita e solta suas primeiras aves

05/12/17

Em novembro, a equipe do Centro Operacional Aiuká no Rio de Janeiro registrou as primeiras solturas desde setembro, mês que começou o trabalho de reabilitação de animais selvagens. Cinco pacientes foram liberados, quatro deles destinados pelo Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE), demonstrando que essa iniciativa contribui para resultados positivos por parte das empresas que atendem essa exigência do IBAMA. O PMAVE é utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrência de avifauna na área da plataforma e região de entorno.

Todos os animais liberados eram pertencentes ao grupo de aves: uma garça-vaqueira (Bubulcus ibis), um bobo-pequeno (Puffinus puffinus), dois tizius (Volatina jacarina) e um tuju (Lurocalis semitorquatus). Os tizius, o bobo-pequeno e a garça foram soltos no mesmo dia, em 11 de novembro, em Rio das Ostras, enquanto o tuju foi liberado em 15 de novembro, em Macaé.

A garça-vaqueira e o bobo-pequeno ganham destaque porque a primeira é uma espécie de ave muito sensível e, assim, são poucos os casos que registram sucesso em sua reabilitação.

Já o bobo-pequeno foi o primeiro paciente da história do COP Aiuká recuperado após as autorizações necessárias para o início do trabalho de reabilitação.

Saiba mais sobre a história de cada um deles:

02 17 - Puffinus (17)_previewO bobo-pequeno: Essa ave foi admitida para reabilitação em 21 de outubro depois de ter sido resgatado na Praia de Costa Azul, em Rio das Ostras. Estava magro, com anemia e hipotérmico, embora alerta. Os primeiros cuidados incluíram hidratação e alimentação por sonda. Logo, passou a se alimentar voluntariamente e, depois de 25 dias em reabilitação, foi liberado.

 

07 17 - Garça vaqueira (2)A garça-vaqueira: Ela foi avistada por um técnico de plataforma marítima de empresa que atende o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e encaminhada ao COP Aiuká RJ para reabilitação. Os primeiros exames atestaram que estava magra, pouco ativa e desidratada. A melhora do seu quadro clínico ocorreu durante a reabilitação e sua soltura foi realizada pouco mais de 10 dez dias depois de seu ingresso.

Duas aves voltam para seu habitat

30/10/2017

Garça-moura pousa depois da soltura
Garça-moura pousa depois da soltura

Neste mês, uma garça-moura e um guará-vermelho voltaram para seu habitat depois de receberem cuidados da equipe da Aiuká. Conheça a história de cada um deles:

A garça-moura – Resgatada no dia 9 de outubro pela equipe da Aiuká na sede da administração do Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, a garça-moura (Ardea cocoi) foi encontrada por uma moradora do bairro Japuí na margem de um canal. Os primeiros cuidados no Centro Operacional Aiuká (COP Aiuká SP) consistiram em hidratação e vermifugação e os exames clínicos não indicaram nenhuma anormalidade. Logo nos primeiros dias, ela passou a se alimentar voluntariamente com pequenos peixes no recinto especialmente preparado para ela, reproduzindo seu ambiente natural. Dez dias depois do seu resgate, foi liberada no Parque Municipal Ézio Dall’Aqua, em Praia Grande, área de proteção ambiental.

O guará-vermelho (Eudocimus ruber) – A ave foi encontrada pela equipe do Instituto Biopesca em Mongaguá e também resgatada pela Aiuká. Assim como a garça-moura, ela apresentou boas condições clínicas e foi mantida em reabilitação durante pouco tempo, período em que ganhou peso. Tratava-se provavelmente de uma fêmea, constatação possível em função do seu tamanho. Os machos dessa espécie são 10% a 15% maiores do que as fêmeas e a que esteve em reabilitação no COP Aiuká estava pesando cerca de 550 gramas, média apresentada pelo gênero. Ela foi liberada no dia 19 de outubro, junto com a garça-moura.

Estudos indicam que o guará-vermelho apresenta essa cor em suas penas em função de sua alimentação, que consiste em caranguejos de água doce, além de outras pequenas presas. O vermelho das penas do guará se deve a um pigmento chamado cataxantina, um derivado do caroteno, responsável pela cor das cascas dos caranguejos e evidenciada quando são cozidos.

A caixa de transporte é aberta...

A caixa de transporte é aberta…            

O guará caminha e avista alguma coisa interessante...

O guará caminha e avista alguma coisa interessante…

...e chega em área de mangue onde encontrará bastante alimento
…e chega em área de mangue onde encontrará bastante alimento