Conservação de tartarugas marinhas é tema de palestra

25/05/2018

A pesquisadora Daphne Wrobel Goldberg ministrou uma atualização técnica para a equipe da Aiuká no dia 15 de maio no Centro Operacional da organização sediado em Praia Grande (COP Aiuká SP). Com o tema “Tartarugas marinhas: manejo, clínica e conservação”, a palestra apresentou as últimas atualizações médicas e científicas a respeito da espécie, altamente impactada principalmente pelas atividades humanas, a exemplo de pesca e poluição marinha pelo plástico.

Daphne é médica veterinária e doutora em Biociências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou no Projeto Tamar por 16 anos e, atualmente, é pós-doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Estadual de Londrina.

 

Fotos: Frederico Marcondes e Maria Carolina Ramos/ Acervo Aiuká

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Aiuká participa de conferência internacional sobre derramamento de óleo

22/05/2018

A Aiuká esteve presente na 13ª edição da “International Effects of Oil on Wildlife Conference”, o principal evento global que reúne especialistas de todo o mundo para discutir as principais atualizações na área de conhecimento relacionada aos impactos de derramamentos de óleo em espécies selvagens. A conferência foi realizada entre os dias 7 e 11 de maio em Baltimore (EUA) e foi promovida pelas organizações Tri-State Bird Rescue & Research e Oiled Wildlife Care Network.

A médica veterinária Valeria Ruoppolo, diretora de Projetos, a oceanóloga Viviane Barquete e a bióloga Camila Mayumi, especialistas em resposta à emergência de fauna, apresentaram palestras e pôsteres científicos sobre as atividades realizadas pela Aiuká, bem como sobre os principais projetos desenvolvidos pela organização. Entre eles, o Projeto de Monitoramento de Impactos de Plataformas e Embarcações sobre a Avifauna (PMAVE) e o Mapeamento Ambiental para Resposta à Emergência no Mar (MAREM).

O PMAVE é uma das exigências do IBAMA para o licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de exploração e produção de petróleo e gás natural, utilizado na orientação das ações de resposta em caso de ocorrências de fauna silvestre ou doméstica na área da plataforma ou unidade marítima e região de entorno; a Aiuká, pioneira neste serviço no Brasil, presta consultoria especializada para as empresas interessadas em sua implantação.

Já o MAREM é um banco de dados georreferenciado que permite a análise detalhada de região eventualmente afetada por um derramamento de óleo no Brasil. O MAREM integra o Plano Nacional de Ação de Emergência para Fauna Impactada por Óleo (PAE-Fauna), resultante de parceria entre o IBAMA e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). A Aiuká elaborou um dos pilares do MAREM, o Projeto de Proteção à Fauna, ao lado da Witt ׀ O’Brien’s do Brasil.

Da esq. pb77a9a4f-e8ff-4e56-a689-481ab8bcfe7fara a dir.: Valeria Ruoppolo (Aiuká), Ian Robinson (vice-diretor do International Fund for Animal Welfare (IFAW) entre 2003 e 2016; Ed Levine (NOAA) e Willian Gala (Chevron), durante o último painel do Congresso, que discutiu desafios e perspectivas da área.

Biguá se recupera e volta para natureza

01/05/2018

DSC_7924 (2)Um biguá (Nannopterum brasilianus) voltou à natureza depois de resgatado em um canal em Praia Grande (SP) e reabilitado pela equipe do Centro Operacional Aiuká SP (COP Aiuká SP). A ave, na fase juvenil, estava abaixo do peso para os padrões da espécie, com apenas 750 gramas.

Os primeiros cuidados incluíram hidratação e aquecimento, já que o biguá estava encharcado. Ao contrário de outras aves aquáticas, essa espécie não apresenta a glândula uropigiana. Localizada na região caudal, essa glândula secreta uma substância gordurosa, espalhada pelo restante do corpo com o bico da própria ave, impermeabilizando as penas e auxiliando na termorregulação. Essa adaptação impede o encharcamento das penas em aves aquáticas e ajuda a entender o porquê das aves não se molharem, mesmo que fiquem desprotegidas durante uma chuva. Como o biguá não possui esse órgão, abre as asas para se aquecer e secar-se.

Durante os primeiros dias de cuidados, a ave foi hidratada e alimentada com uma papa especial. Passado esse período, passou a se alimentar voluntariamente com pequenos peixes. Sua soltura ocorreu no último dia 24, depois de recuperado e anilhado. O anilhamento é um procedimento adotado para estudos de conservação das espécies animais.

Garça reabilitada é liberada

27/04/2018

DSC00749Uma garça-vaqueira (Bubulcus ibis) foi liberada no final de março depois de ter sido resgatada e levada para reabilitação no Centro Operacional Aiuká RJ (COP Aiuká RJ). Ela estava um pouco magra para os padrões da espécie e desidratada, mas suas condições clínicas gerais eram boas. Depois de três dias de cuidados, foi liberada em área natural localizada Rio das Ostras, município que sedia o COP Aiuká RJ. Logo após a soltura, ela preferiu checar o local, aproveitando para se alimentar. Veja no vídeo!
https://youtu.be/dg_KtVtceZk.