Desenvolvimento de novos projetos

Aiuká está executando um projeto de resgate de fauna doméstica e silvestre para uma empresa que atua no Rio de Janeiro. Esse trabalho inclui a captura, cuidados veterinários, castração e encaminhamento para adoção de cães e gatos que ocorrem em áreas de risco da empresa, comprometendo a sua própria segurança e também a dos funcionários. Os animais são mantidos em Rio das Ostras e em Macaé até serem encaminhados para um lar adotivo. Em breve, o site da Aiuká disponibilizará informações sobre os animais e formulários de adoção para os interessados.

Disseminação de conhecimento

Os eventos on-line vêm se apresentando como grandes aliados na continuidade do trabalho da Aiuká em disseminar a expertise de sua equipe para públicos diversos. O público acadêmico faz parte deles e, no final de outubro, os médicos veterinários da Aiuká, Jéssica Domato e Rodolfo Silva, participaram da Jornada Acadêmica de Medicina Veterinária da Universidade Paulista (UNIP). Eles abordaram os temas “Emergências ambientais e impactos à fauna” e “Reabilitação e despetrolização de aves”, respectivamente. No mesmo período, a oceanóloga Viviane Barquete, gestora da equipe de Projetos da Aiuká, participou de dois eventos on-line: “Monitoramento de fauna em emergências ambientais”, promovido pela Rede Biológica do Conhecimento, e a live “Participação do oceanógrafo brasileiro no planejamento e resposta de incidentes com derramamento de óleo no mar e rios”, organizada pela Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano).

Preparados para emergências

Logística e recursos humanos preparados para o sucesso de uma resposta a emergências com fauna oleada são fundamentais, principalmente diante da pressão e agilidade necessária que se apresentam nessas situações. Com mais de 10 anos de experiência, a Aiuká atende a esses requisitos para o sucesso da resposta porque dispõe de uma equipe especializada no gerenciamento de emergências e de dois Centros Operacionais, o COP Aiuká SP e o COP Aiuká RJ, completamente adaptados aos serviços necessários nesses casos.

As instalações do Centro Operacional Aiuká localizado em Praia Grande (COP Aiuká SP), no litoral paulista, são adaptadas para o processo de recebimento, manejo e reabilitação de fauna marinha (aves, mamíferos e tartarugas). O COP está construído em 750 m² e suas áreas de trabalho se dividem em administrativas e veterinárias, pertinentes ao atendimento de uma emergência envolvendo fauna oleada.

Já o Centro Operacional Aiuká RJ (COP Aiuká RJ) está localizado em Rio das Ostras, município localizado cerca de 200 quilômetros ao norte da cidade do Rio de Janeiro. As instalações têm aproximadamente 876 m² de área construída e suas instalações replicam a boa experiência do COP Aiuká SP na implementação do processo de resgate e reabilitação de fauna.

Responsabilidade socioambiental com o Instituto Mar

A responsabilidade socioambiental da Aiuká vai além da reabilitação de animais silvestres encaminhados por entidades parceiras. A instituição também apoia uma organização não-governamental, o Instituto Mar, a fim de estender suas ações à sensibilização do grande público para a necessidade de proteção do ecossistema marinho. Entre as atividades realizadas, estão aquelas voltadas à Educação Ambiental e à divulgação em mídias em favor da conservação da vida nos oceanos. Um exemplo é a publicação de artigo a respeito da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, que começa no próximo ano

O artigo, de autoria da bióloga Laura Ippolito, está disponível para leitura aqui: bit.ly/imar-artigo

Novos serviços em terra – Educação Ambiental

A excelência técnica da equipe da Aiuká está sendo investida em um novo trabalho da instituição: um projeto de educação ambiental para uma empresa siderúrgica. Ele está em elaboração em três fazendas de silvicultura localizadas em Minas Gerais, inseridas no bioma Cerrado e com a ocorrência de diferentes espécies de animais silvestres. 

Entre elas, está o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), que já esteve presente nos seis biomas do Brasil, mas já é considerado possivelmente extinto nos Pampas e quase extinto na Caatinga e na Mata Atlântica. No Cerrado, onde há maior concentração da espécie, as populações vêm sofrendo reduções em função de ameaças que vão da fragmentação do habitat e passam por incêndios, caça e atropelamentos. Além do tamanduá-bandeira, também estão presentes a jaguatirica (Leopardus pardalis), a anta (Tapirus terrestris), o papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), a arara-canindé (Ara ararauna), a gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus), o  jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), entre outras espécies que dependem de esforços para sua conservação.

Um dos objetivos do projeto é sensibilizar os funcionários da empresa para a importância da preservação dessas espécies e tratar da segurança dos trabalhadores, já que na rotina das fazendas existe a possibilidade de ocorrerem encontros com animais que podem causar acidentes. O trabalho é diferenciado ao enfatizar a informação visual, comunicada em placas e mapas pelas fazendas, o que a torna mais acessível e atrativa ao público que não tem perfil técnico.