Coruja é resgatada com suspeita de trauma

A coruja logo após ingresso no COP Aiuká SP
A coruja logo após ingresso no COP Aiuká SP

Em janeiro, uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia) foi resgatada pela equipe da Aiuká Consultoria em Soluções Ambientais com suspeita de trauma após uma possível colisão. A ave permaneceu em reabilitação no COP Aiuká SP por quase 20 dias e, nesse período, recebeu medicação e alimentação apropriadas. Sua recuperação foi excelente e a soltura ocorreu próxima ao local do resgate. Antes de ser liberada, a coruja ganhou uma anilha, ou anel de identificação, procedimento que colabora com estudos relacionados à conservação da espécie.

A Aiuká atua no resgate e destinação de fauna que, acidentalmente, ocorre em áreas onde estão localizadas unidades de apoio e suporte às unidades marítimas. O objetivo desse serviço é socorrer animais debilitados e/ou contaminados com óleo ou outro produto similar e cuidar de sua reabilitação.

 

Gavião-carijó é reabilitado e solto

 

DSC_5822 (968 x 648)Um gavião-carijó (Rupornis magnirostris) em reabilitação no Centro Operacional da Aiuká (COP SP) desde o último dia 27 foi solto na manhã de hoje (3), no Parque Estadual Serra do Mar. A ave foi resgatada pelo Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal de Praia Grande depois de ter se chocado com o portão de uma casa.
Embora estivesse atordoada em função da colisão, a ave não sofreu fraturas e estava em boas condições clínicas. Depois dos primeiros socorros, foi acomodada em recinto próprio, estabilizada e alimentada.

O gavião-carijó é uma ave de rapina que ocorre em todo o Brasil e tem um papel fundamental no equilíbrio sistêmico da fauna ao atuar como regulador, predando roedores e aves pequenas – caso de ratos e pombos nos centros urbanos. Nas últimas décadas, essa ave passou a integrar o cenário das cidades, já que, nesses ambientes, a oferta de presas é maior e a presença de predadores naturais, menor.

A reabilitação do carijó faz parte das ações de responsabilidade socioambiental da Aiuká, que trata e reabilita os animais para, depois, devolvê-los ao seu ambiente. Esse trabalho é desenvolvido por uma equipe de médicos veterinários e técnicos qualificados, que se empenha em oferecer aos animais tratamentos adequados e referendados pela comunidade acadêmica nacional e internacional.

Três aves voltam para áreas naturais

Fêmea de quiri-quiri sendo solta

Entre final de janeiro e início de fevereiro, três aves reabilitadas pela equipe do Centro Operacional da Aiuká em Praia Grande (COP SP) foram liberadas em áreas de ocorrência natural. A primeira delas foi um frango d’água comum (Gallinula galeata), resgatado em 11 de janeiro pelo Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal de Praia Grande. Depois de 12 dias em reabilitação, a ave foi liberada no Núcleo Itutinga Pilões, do Parque Estadual da Serra do Mar.

Em 24 de janeiro, foi a vez de uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia), resgatada pela equipe da Aiuká no dia 7 do mesmo mês com suspeita de trauma depois de uma possível colisão. Ela recebeu tratamento apropriado e, depois de recuperada, foi solta. Veja o vídeo:

Já no dia 03 de fevereiro, a fêmea de um quiri-quiri (Falco sparverius) foi liberada também no Núcleo Itutinga Pilões, do Parque Estadual da Serra do Mar. Ela ingressou no COP Aiuká SP com suspeita de colisão e fez treinos de voo e caça.

 

Pacientes: Os Pinguins

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No decorrer de junho de 2015, o Centro Operacional da Aiuká abrigou 74 pinguins-de-Magalhães, aves que, com a chegada do inverno, costumam ocorrer em grande número no litoral do Brasil.  Em sua maior parte, os pinguins estavam na fase juvenil e, de acordo com seu quadro clínico, foram divididos em diferentes grupos a fim de receber tratamento específico. Os mais debilitados, por exemplo, foram resguardados em setor de quarentena, enquanto aqueles com melhor disposição ganharam cercados adequados; quando estáveis, passaram para piscinas também apropriadas. Os cuidados começaram a surtir resultados com a soltura do primeiro em 31 de julho, no entorno do Parque Estadual Marinho Laje de Santos, área em que ocorreram as duas liberações seguintes. Essas ações tiveram o apoio da Guarda Civil Metropolitana de Praia Grande, do Biopesca e da Fundação Florestal.