Solturas de animais reabilitados pelos COPs SP e RJ

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

Entre eles, está o caso de um gavião-carijó (Rupornis magnirostris, foto), levado ao COP RJ pela Secretaria de Meio Ambiente de Macaé e com histórico de não conseguir levantar voo. Era uma ave jovem, com as penas primárias ainda em crescimento e provavelmente aprendendo a voar, mas com condições clínicas muito boas. Decidiu-se por mantê-lo em reabilitação até o desenvolvimento total das penas. Depois de 31 dias, essa fase já estava concluída e ave já apresentava boa capacidade de voo. Foi solta no dia 27 de dezembro em área natural localizada em Rio das Ostras.

Foto: Divulgação / Aiuká
Foto: Divulgação / Aiuká

Outro caso registrado pelo COP RJ foi a reabilitação de um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous, foto). O animal, um macho adulto, foi encaminhado para tratamento em outubro depois de, possivelmente, ter sido atropelado. Foi encontrado à beira de uma estrada em Macaé e estava em estado semi-comatoso, não responsivo, com temperatura baixa, magro e sem reflexos. Além disso, apresentava hematomas em cavidade oral e língua do lado direito. Depois de estabilizado e além do exame rotineiro de sangue, foram realizados exames complementares na CVI – Centro Veterinário Integrado, parceira da Aiuká, como a radiografia e a tomografia que constatou uma pequena lesão em hemisfério cerebral direito, confirmando o diagnóstico de trauma.
“A recuperação foi lenta, porém bem-sucedida”, conta Maria Clara Sanseverino. Ele permaneceu em reabilitação por 54 dias, sendo marcado com microchip e liberado no dia 17 de dezembro.

Foto: Aline Nascimento
Foto: Aline Nascimento

Já entre as solturas registradas pelo COP SP está a de um martim-pescador (Megaceryle torquata), recolhido por um popular que o encaminhou à Polícia Militar Ambiental. Ele apresentava sangue na cavidade oral e estava estressado, mas alerta e não bravio. Foi mantido dentro da caixa de transporte, medida adotada para evitar mais stress, e hidratado. No dia seguinte ao seu ingresso, o sangramento havia estancado e ele se alimentou voluntariamente. Em função do stress característico dessa espécie, optou-se então pelo seu anilhamento e soltura, realizada pela própria Polícia Militar Ambiental.