Pacientes: O Quero-quero

2015_quero-queroA sobrevivência de um filhote de quero-quero (Vanellus chilensis) foi um dos desafios enfrentados pela equipe da Aiuká em setembro de 2015, mês em que a ave, com apenas 40 gramas, chegou à empresa com uma lesão no dorso, causada por um cortador de grama. A situação dele pedia mais cuidados não só em função do ferimento, mas também porque, durante seu resgate, a mãe não foi encontrada e, assim, a sua chance de sobreviver não era grande. Afinal, na fase em que estava, ainda estava sendo protegido por ela.

Embora os receios tivessem fundamento, o quero-quero reagiu muito bem ao tratamento, que incluiu a construção de um recinto semelhante ao seu ambiente. Ali, ele esteve acompanhado de um espanador, de um espelho e de uma garça de pelúcia – substitutos de um par da mesma espécie – e ainda de um laguinho artificial, onde aprendeu a se alimentar sozinho. Ele foi solto quase dois meses e meio depois, devidamente anilhado – procedimento voltado ao estudo da espécie – e já com peso de um indivíduo juvenil: 186 gramas.

Pacientes: Os Pinguins

2015_pinguins_001No decorrer de junho de 2015, o Centro Operacional da Aiuká abrigou 74 pinguins-de-Magalhães, aves que, com a chegada do inverno, costumam ocorrer em grande número no litoral do Brasil.  Em sua maior parte, os pinguins estavam na fase juvenil e, de acordo com seu quadro clínico, foram divididos em diferentes grupos a fim de receber tratamento específico. Os mais debilitados, por exemplo, foram resguardados em setor de quarentena, enquanto aqueles com melhor disposição ganharam cercados adequados; quando estáveis, passaram para piscinas também apropriadas. Os cuidados começaram a surtir resultados com a soltura do primeiro em 31 de julho, no entorno do Parque Estadual Marinho Laje de Santos, área em que ocorreram as duas liberações seguintes. Essas ações tiveram o apoio da Guarda Civil Metropolitana de Praia Grande, do Biopesca e da Fundação Florestal.

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